HR Presidente Prudente - Hospital Regional de Presidente Prudente (SP) — Prova 2022
Mulher de 72 anos refere “olho amarelo” e “urina escura” há 5 dias. Diz ter dor abdominal de leve intensidade e perda de 20 quilos em 4 meses. Nega febre. Realizou tomografia de abdômen, que revelou massa sólida de 5,0 cm de diâmetro na cabeça pancreática em íntimo contato com a veia porta, dilatação de 3,0 cm do ducto colédoco e linfonodo de 1,5 cm de diâmetro no tronco celíaco. Atualmente, qual é a conduta de escolha para confirmação diagnóstica?
Massa pancreática + icterícia obstrutiva + perda peso → Ecoendoscopia com PAAF para diagnóstico e estadiamento.
A ecoendoscopia com PAAF é a melhor ferramenta para confirmar o diagnóstico de massas pancreáticas suspeitas de malignidade, permitindo a coleta de material para histopatologia e um estadiamento locorregional preciso, essencial para definir a ressecabilidade.
O adenocarcinoma de pâncreas é uma neoplasia agressiva, frequentemente diagnosticada em estágios avançados devido à inespecificidade dos sintomas iniciais. A icterícia obstrutiva, perda de peso e dor abdominal são manifestações comuns, especialmente quando o tumor está localizado na cabeça do pâncreas. Sua alta mortalidade o torna um desafio diagnóstico e terapêutico na prática médica. A fisiopatologia envolve mutações genéticas que levam ao crescimento descontrolado de células ductais pancreáticas. O diagnóstico é suspeitado por exames de imagem como a tomografia computadorizada, que pode revelar uma massa. A ecoendoscopia com punção aspirativa por agulha fina (PAAF) é o método de escolha para confirmação histopatológica e estadiamento locorregional, avaliando a relação do tumor com vasos importantes como a veia porta. O tratamento depende do estadiamento, podendo incluir cirurgia (duodenopancreatectomia, ou cirurgia de Whipple), quimioterapia e radioterapia. O prognóstico é geralmente reservado, mas o diagnóstico precoce e o estadiamento preciso são cruciais para otimizar as chances de ressecabilidade e sobrevida.
Sinais de alerta incluem icterícia progressiva, dor abdominal inespecífica, perda de peso inexplicada, urina escura e fezes claras. A icterícia obstrutiva é um achado comum quando o tumor acomete a cabeça do pâncreas.
A ecoendoscopia oferece alta resolução para visualizar a massa pancreática e estruturas adjacentes, permitindo a punção guiada para coleta de material citopatológico com segurança, além de um estadiamento locorregional preciso.
Os principais diagnósticos diferenciais incluem adenocarcinoma de pâncreas, pancreatite crônica com massa inflamatória, cistos pancreáticos (neoplasias císticas mucinosas ou serosas) e tumores neuroendócrinos.
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