INEP Revalida - Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos — Prova 2025
Mulher de 72 anos foi atendida em hospital de médio porte. Relatava emagrecimento e dor abdominal com irradiação para região dorsal há 3 meses; há 1 mês a urina ficou mais escura, começou a apresentar prurido cutâneo intenso e icterícia em escleras. Ao exame físico, encontrava-se ictérica +++/4+, emagrecida; exame do abdome com fígado palpável abaixo da borda costal direita, assim como uma massa bem definida, de consistência cística, não dolorosa em hipocôndrio direito. Nesse caso, o mais adequado é solicitar
Icterícia obstrutiva + massa palpável indolor em HD + emagrecimento = suspeitar de neoplasia pancreática.
A icterícia obstrutiva progressiva associada a emagrecimento e massa palpável indolor no hipocôndrio direito (sinal de Courvoisier-Terrier) é altamente sugestiva de neoplasia periampular ou de cabeça de pâncreas. A tomografia computadorizada é o exame inicial de escolha para avaliar a extensão da lesão e o comprometimento das vias biliares e pâncreas.
O adenocarcinoma de pâncreas é uma neoplasia agressiva, frequentemente diagnosticada em estágios avançados devido à inespecificidade dos sintomas iniciais. A incidência aumenta com a idade, sendo mais comum em idosos. É crucial para o residente reconhecer os sinais de alerta para um diagnóstico precoce, que pode influenciar o prognóstico. A icterícia obstrutiva, dor abdominal e emagrecimento são manifestações tardias, mas importantes. A fisiopatologia envolve a obstrução do ducto biliar comum por uma massa na cabeça do pâncreas, levando à colestase extra-hepática. O sinal de Courvoisier-Terrier, embora não patognomônico, é um achado clínico valioso que direciona a investigação para etiologia neoplásica. A tomografia computadorizada é fundamental para a avaliação inicial, permitindo a visualização da massa, o grau de obstrução biliar e a pesquisa de metástases, sendo superior à ultrassonografia para o estadiamento. O tratamento do câncer de pâncreas é complexo e multidisciplinar, envolvendo cirurgia (quando ressecável), quimioterapia e radioterapia. O prognóstico é geralmente reservado, mas o reconhecimento precoce e a abordagem diagnóstica adequada são essenciais para otimizar as chances de tratamento e melhorar a qualidade de vida do paciente. A biópsia percutânea é reservada para casos selecionados, geralmente após o estadiamento por imagem, ou quando a cirurgia não é uma opção.
Os sinais de alerta incluem icterícia progressiva, dor abdominal irradiada para o dorso, emagrecimento inexplicável, urina escura, prurido e, em alguns casos, o sinal de Courvoisier-Terrier (vesícula biliar palpável e indolor).
A tomografia computadorizada de abdome e pelve com contraste é o exame de imagem inicial de escolha. Ela permite avaliar a lesão pancreática, o envolvimento de vasos e a presença de metástases, sendo crucial para o estadiamento.
O sinal de Courvoisier-Terrier é a presença de vesícula biliar palpável e indolor em um paciente ictérico. Ele sugere obstrução biliar distal por uma massa neoplásica (como câncer de cabeça de pâncreas), e não por cálculos biliares, que geralmente causam fibrose e impedem a distensão da vesícula.
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