UFCSPA - Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre (RS) — Prova 2022
Sobre o adenocarcinoma de pâncreas, é INCORRETO afirmar que:
Adenocarcinoma de pâncreas irressecável: cirurgia paliativa (gastroenteroanastomose, biliodigestiva) é proposta para ALIVIAR sintomas, não para TODOS os pacientes.
A cirurgia paliativa para adenocarcinoma de pâncreas irressecável, como gastroenteroanastomose e anastomose biliodigestiva, visa aliviar sintomas obstrutivos e melhorar a qualidade de vida. No entanto, essa abordagem não é proposta para *todos* os pacientes, pois a indicação depende do estado geral do paciente, expectativa de vida e presença de sintomas obstrutivos que justifiquem o procedimento.
O adenocarcinoma de pâncreas é uma neoplasia agressiva, com alta mortalidade e diagnóstico frequentemente tardio. A maioria dos casos é esporádica, mas vias sequenciais de desenvolvimento, como a progressão de Neoplasias Intraepiteliais Pancreáticas (PanIN), são bem documentadas. A localização do tumor influencia diretamente a apresentação clínica; tumores na cabeça do pâncreas frequentemente causam icterícia obstrutiva, que é o sintoma mais comum e que leva à busca por atendimento médico. O marcador tumoral CA 19-9 é amplamente utilizado, mas sua interpretação deve ser cautelosa. Embora útil no acompanhamento e prognóstico, ele pode estar falsamente elevado em condições benignas, como colangite ou obstrução biliar, o que limita seu valor como ferramenta diagnóstica isolada. A ressecção cirúrgica é a única chance de cura, mas a maioria dos pacientes apresenta doença avançada no diagnóstico, tornando o tumor irressecável. Nesses casos de irressecabilidade, o foco do tratamento muda para a paliação. A cirurgia paliativa, como a gastroenteroanastomose (para obstrução gástrica) e a anastomose biliodigestiva (para icterícia obstrutiva), tem como objetivo aliviar os sintomas e melhorar a qualidade de vida. No entanto, é incorreto afirmar que *todos* os pacientes com tumores irressecáveis são propostos para cirurgia paliativa. A indicação é individualizada, considerando o estado funcional do paciente, a expectativa de vida e a presença de sintomas que justifiquem o risco e o benefício do procedimento. Muitos pacientes podem ser muito debilitados para tolerar uma cirurgia, e outras formas de paliação (como stents endoscópicos ou quimioterapia) podem ser mais apropriadas.
A icterícia é o sintoma mais comum no adenocarcinoma de cabeça de pâncreas devido à compressão do ducto biliar, acompanhada frequentemente de dor abdominal, perda de peso e anorexia.
O CA 19-9 é um marcador tumoral útil no monitoramento da resposta ao tratamento e na detecção de recorrência, mas possui limitações diagnósticas, como falsas elevações em casos de obstrução biliar.
A cirurgia paliativa (gastroenteroanastomose, anastomose biliodigestiva) é indicada para pacientes com tumores irressecáveis que apresentam sintomas obstrutivos (icterícia, vômitos) e bom estado geral, visando aliviar o sofrimento e melhorar a qualidade de vida.
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