FMABC - Faculdade de Medicina do ABC Paulista (SP) — Prova 2020
Homem, 65 anos, foi submetido a apendicectomia vídeolaparoscópica por apendicite aguda grau IVa. O exame anatomopatológico revelou tratar-se de adenocarcinoma invasivo mucinoso do apêndice. Qual é o tratamento?
Adenocarcinoma mucinoso invasivo do apêndice → Hemicolectomia direita é o tratamento padrão.
O adenocarcinoma mucinoso invasivo do apêndice, mesmo após apendicectomia inicial, requer uma ressecção oncológica mais ampla, que geralmente é a hemicolectomia direita, devido ao risco de doença residual e disseminação linfonodal.
O adenocarcinoma do apêndice é uma neoplasia rara, frequentemente descoberta incidentalmente durante uma apendicectomia realizada por suspeita de apendicite aguda. Quando o exame anatomopatológico revela um adenocarcinoma mucinoso invasivo, a conduta inicial da apendicectomia, embora tenha removido o tumor primário, geralmente não é considerada curativa devido à natureza agressiva e ao potencial de disseminação da doença. A principal preocupação com o adenocarcinoma invasivo do apêndice é a garantia de margens cirúrgicas livres de doença e a avaliação e remoção de linfonodos regionais que possam estar comprometidos. A hemicolectomia direita é o procedimento cirúrgico de escolha nesses casos, pois permite a ressecção de um segmento adequado do cólon direito, incluindo a base do apêndice e o ceco, além de uma linfadenectomia regional abrangente. O manejo desses pacientes também pode envolver a avaliação para pseudomixoma peritoneal, uma complicação comum de tumores mucinosos do apêndice, que pode exigir citorredução cirúrgica e quimioterapia intraperitoneal hipertérmica (HIPEC). O acompanhamento pós-operatório com marcadores tumorais como o CEA e exames de imagem é fundamental para monitorar a recorrência da doença. Residentes devem estar cientes da necessidade de reabordagem cirúrgica para garantir o tratamento oncológico adequado.
O tratamento padrão para adenocarcinoma mucinoso invasivo do apêndice é a hemicolectomia direita, que permite a ressecção de um segmento maior do cólon e a linfadenectomia regional adequada.
A apendicectomia simples não é suficiente porque o adenocarcinoma invasivo do apêndice tem risco de doença residual na base do apêndice e de metástases linfonodais, exigindo uma ressecção oncológica mais ampla.
O estadiamento do câncer de apêndice envolve a avaliação da invasão tumoral, o envolvimento linfonodal e a presença de metástases à distância, especialmente o pseudomixoma peritoneal, que exige abordagens terapêuticas específicas.
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