HPEV - Hospital Professor Edmundo Vasconcelos (SP) — Prova 2021
Homem, 65 anos de idade, submetido a apendicectomia videolaparoscópica devido a apendicite aguda, grau IVa. O laudo anatomopatológico revelou tratar-se de adenocarcinoma invasivo mucinoso do apêndice. Qual é a conduta adequada?
Adenocarcinoma mucinoso invasivo do apêndice → Hemicolectomia direita para estadiamento e ressecção oncológica adequada.
O adenocarcinoma mucinoso invasivo do apêndice, mesmo após apendicectomia, requer uma ressecção oncológica mais ampla devido ao risco de doença residual e disseminação. A hemicolectomia direita é a conduta padrão para garantir margens livres e linfadenectomia adequada, sendo essencial para o estadiamento e prognóstico.
O adenocarcinoma mucinoso do apêndice é uma neoplasia rara, muitas vezes diagnosticada incidentalmente durante uma apendicectomia por apendicite aguda. Sua apresentação clínica pode ser inespecífica, e o diagnóstico definitivo é histopatológico. A compreensão de sua natureza invasiva e do potencial de disseminação é crucial para o manejo adequado. Quando o laudo anatomopatológico revela um adenocarcinoma mucinoso invasivo do apêndice, a apendicectomia isolada geralmente não é considerada um tratamento oncológico definitivo. A conduta padrão é a realização de uma hemicolectomia direita. Este procedimento permite uma ressecção mais ampla, incluindo a remoção dos linfonodos regionais, o que é essencial para o estadiamento preciso da doença e para garantir margens cirúrgicas livres de tumor. O estadiamento e a extensão da doença guiarão a necessidade de terapias adjuvantes, como quimioterapia. Em casos de pseudomixoma peritoneal, uma complicação comum desse tipo de tumor, abordagens mais complexas como a cirurgia citorredutora com quimioterapia intraperitoneal hipertérmica (HIPEC) podem ser indicadas. O seguimento com marcadores tumorais como o CEA (antígeno carcinoembrionário) também pode ser útil.
Após o diagnóstico histopatológico de adenocarcinoma mucinoso invasivo do apêndice, a conduta adequada é a hemicolectomia direita para garantir a ressecção oncológica completa, incluindo linfadenectomia regional e margens adequadas.
A hemicolectomia direita é necessária para o câncer de apêndice porque permite a remoção de linfonodos regionais para estadiamento preciso, garante margens cirúrgicas livres e trata qualquer doença residual que possa não ter sido completamente removida na apendicectomia inicial.
Uma complicação importante é o pseudomixoma peritoneal, que ocorre quando células mucinosas se disseminam para a cavidade peritoneal, produzindo muco e causando distensão abdominal e compressão de órgãos.
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