Adenocarcinoma Mucinoso do Apêndice: Tratamento Complementar

HSR Cássia - Hospital São Sebastião de Cássia (MG) — Prova 2023

Enunciado

Homem, 65 anos, foi submetido a apendicectomia videolaparoscópica por apendicite aguda com peritonite. Recebeu alta após 7 dias. Retorna no ambulatório com resultado de exame anatomopatológico que mostra em adenocarcinoma invasivo mucinoso do apêndice, sem presença de linfonodo positivo. Nesse caso, assinale a alternativa que apresenta o tratamento ADEQUADO complementar para esse paciente.

Alternativas

  1. A) Quimioterapia seguida de observação clínica e dosagem de antígeno carcinoembrionário (CEA).
  2. B) Seguimento clínico, pois não teve linfonodos positivos na peça retirada na cirurgia.
  3. C) Hemicolectomia direita e peritoniectomia com quimioterapia citoredutora.
  4. D) Hemicolectomia direita.

Pérola Clínica

Adenocarcinoma mucinoso apêndice sem linfonodo + → Hemicolectomia direita.

Resumo-Chave

O adenocarcinoma mucinoso do apêndice, mesmo sem linfonodos positivos, requer uma ressecção oncológica adequada. A hemicolectomia direita é o tratamento complementar padrão para garantir margens livres e avaliar a extensão da doença.

Contexto Educacional

O adenocarcinoma mucinoso do apêndice é uma neoplasia rara que pode ser descoberta incidentalmente durante uma apendicectomia. Embora a apendicectomia possa remover o tumor primário, a natureza agressiva e o potencial de disseminação peritoneal (levando ao pseudomixoma peritoneal) exigem uma abordagem oncológica mais abrangente. O estadiamento preciso é crucial para determinar o tratamento complementar. Mesmo na ausência de linfonodos positivos na peça da apendicectomia, a hemicolectomia direita é o tratamento complementar padrão para o adenocarcinoma mucinoso do apêndice. Este procedimento permite uma ressecção mais ampla com margens cirúrgicas adequadas e a linfadenectomia regional, essencial para um estadiamento completo e para reduzir o risco de recorrência local. A decisão é baseada no tipo histológico e no potencial de disseminação. A quimioterapia adjuvante e procedimentos mais extensos como a peritoniectomia com quimioterapia intraperitoneal hipertérmica (HIPEC) são reservados para casos com doença mais avançada, como disseminação peritoneal confirmada. O seguimento clínico rigoroso com dosagem de marcadores tumorais e exames de imagem é fundamental para monitorar a recorrência da doença após o tratamento inicial.

Perguntas Frequentes

Por que a hemicolectomia direita é indicada para adenocarcinoma mucinoso do apêndice?

A hemicolectomia direita é indicada para garantir margens oncológicas adequadas, remover linfonodos regionais e estadiar completamente a doença, minimizando o risco de recorrência local.

Qual a importância do tipo histológico 'mucinoso' no adenocarcinoma de apêndice?

O adenocarcinoma mucinoso do apêndice tem um risco maior de disseminação peritoneal (pseudomixoma peritoneal) e requer uma abordagem cirúrgica mais agressiva e seguimento cuidadoso.

Quando a quimioterapia citoredutora e peritoniectomia são consideradas?

Essas abordagens são consideradas em casos de disseminação peritoneal confirmada (pseudomixoma peritoneal) ou alto risco, geralmente em estágios mais avançados da doença.

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