Santa Casa de São Carlos (SP) — Prova 2025
Paciente masculino, 64 anos de idade, com história de Doença do Refluxo Gastroesofágico (DRGE) de longa data, fez endoscopia digestiva que evidenciou tumor invasivo em junção esofago-gástrica (JEG). Foi realizada biópsia, ainda sem resultado. Assinale a alternativa que apresenta o subtipo histológico mais provável deste tumor:
DRGE de longa data + tumor em JEG → Adenocarcinoma é o subtipo histológico mais provável.
A Doença do Refluxo Gastroesofágico (DRGE) crônica é um fator de risco bem estabelecido para o Esôfago de Barrett, uma metaplasia que pode progredir para adenocarcinoma. Tumores localizados na junção esofagogástrica (JEG) em pacientes com histórico de DRGE são, em sua vasta maioria, adenocarcinomas, refletindo essa sequência metaplasia-displasia-carcinoma.
O adenocarcinoma da junção esofagogástrica (JEG) é um tipo de câncer que tem visto um aumento significativo na incidência nas últimas décadas, especialmente em países ocidentais. Sua etiologia está fortemente ligada à Doença do Refluxo Gastroesofágico (DRGE) de longa data, que pode levar ao desenvolvimento do Esôfago de Barrett. Esta condição pré-maligna, caracterizada pela metaplasia do epitélio esofágico, é o principal precursor do adenocarcinoma esofágico distal e da JEG. A compreensão dessa sequência metaplasia-displasia-carcinoma é fundamental para a prevenção e o diagnóstico precoce. O diagnóstico de um tumor na JEG em um paciente com histórico de DRGE deve levantar forte suspeita de adenocarcinoma. Embora a biópsia seja essencial para a confirmação histopatológica, a probabilidade de ser um adenocarcinoma é muito alta neste cenário clínico. Outros tipos de tumores, como GIST (tumores estromais gastrointestinais) ou tumores carcinoides, são menos prováveis nessa localização e contexto. O carcinoma epidermoide, por sua vez, é mais associado a fatores como tabagismo e etilismo e tende a ocorrer em porções mais proximais do esôfago. O manejo do adenocarcinoma de JEG é complexo e multidisciplinar, envolvendo cirurgia, quimioterapia e radioterapia, dependendo do estadiamento da doença. O prognóstico é variável, mas o diagnóstico precoce, muitas vezes possibilitado pela vigilância endoscópica em pacientes com Esôfago de Barrett, melhora significativamente as chances de sucesso terapêutico. A prevenção primária, através do controle da DRGE e da cessação de hábitos de risco, é crucial para reduzir a incidência dessa neoplasia.
A DRGE crônica é o principal fator de risco para o desenvolvimento do Esôfago de Barrett, uma condição pré-maligna onde o epitélio escamoso do esôfago distal é substituído por epitélio colunar metaplásico. O Esôfago de Barrett, por sua vez, é o precursor do adenocarcinoma de esôfago, especialmente na junção esofagogástrica.
Os dois principais subtipos são o adenocarcinoma e o carcinoma epidermoide. O adenocarcinoma é mais comum no esôfago distal e na junção esofagogástrica, associado à DRGE. O carcinoma epidermoide é mais frequente no esôfago médio e proximal, ligado ao tabagismo e etilismo.
A endoscopia digestiva alta permite a visualização direta da lesão, a avaliação de sua extensão e a realização de biópsias para confirmação histopatológica. É fundamental para o diagnóstico, estadiamento inicial e acompanhamento de pacientes com Esôfago de Barrett.
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