HR Presidente Prudente - Hospital Regional de Presidente Prudente (SP) — Prova 2022
Homem de 62 anos diagnosticado com lesão de crescimento lateral granular (GLST) de 2,5 cm de diâmetro no cólon direito durante a primeira colonoscopia de rastreamento do câncer colorretal. Submetido à mucosectomia endoscópica em bloco, sem intercorrências, e encaminhado o espécime removido para exame anatomopatológico, o qual revelou tratar-se de adenocarcinoma intramucoso (estadiamento pTis), bem diferenciado e com margens livres de neoplasia. Diante do achado colonoscópico e histológico, qual é a conduta a ser adotada?
Adenocarcinoma intramucoso (pTis) com margens livres após ressecção endoscópica → Acompanhamento colonoscópico.
Adenocarcinomas intramucosos (pTis) são lesões que não invadem a submucosa e, quando ressecados endoscopicamente com margens livres, têm risco mínimo de metástase linfonodal, permitindo o acompanhamento colonoscópico em vez de cirurgia radical.
O adenocarcinoma intramucoso (pTis) representa uma forma muito precoce de câncer colorretal, onde as células malignas estão restritas à mucosa. Sua identificação é crucial, pois o manejo pode ser significativamente menos invasivo do que para estágios mais avançados. A patogênese dessas lesões frequentemente envolve a progressão de adenomas. O diagnóstico é feito por colonoscopia com biópsia ou ressecção endoscópica. A ausência de invasão submucosa é o fator chave que distingue o pTis de estágios que requerem cirurgia. O tratamento padrão para pTis com margens livres após ressecção endoscópica é o acompanhamento colonoscópico regular. A cirurgia é reservada para casos com margens comprometidas ou invasão submucosa, visando evitar morbidade desnecessária.
Significa que as células cancerígenas estão confinadas à mucosa, sem invasão da lâmina própria ou submucosa, indicando um estágio muito inicial do câncer.
A colectomia não é necessária porque o adenocarcinoma intramucoso (pTis) não tem potencial de metástase linfonodal, e a ressecção endoscópica completa com margens livres é curativa.
Margens livres indicam que todo o tecido tumoral foi removido, reduzindo significativamente o risco de recorrência local e eliminando a necessidade de cirurgia adicional.
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