CBO Teórico-Prática - Prova de Imagens da Oftalmologia — Prova 2013
Paciente de 68 anos de idade, com lesão à esquerda há três meses, dolorosa à palpação. Qual o provável diagnóstico?
Massa em glândula lacrimal + Dor em idoso → Suspeitar fortemente de Adenocarcinoma.
Tumores epiteliais malignos da glândula lacrimal frequentemente se apresentam com dor e crescimento rápido, diferenciando-se dos tumores benignos (adenoma pleomórfico).
As lesões da glândula lacrimal representam um desafio diagnóstico. Cerca de 50% das massas nessa região são de origem inflamatória ou linfoproliferativa, e os outros 50% são tumores epiteliais. Destes epiteliais, metade é benigna (adenoma pleomórfico) e metade é maligna. O adenocarcinoma e o carcinoma adenoide cístico são as formas malignas mais temidas. A dor é um sintoma cardeal que sugere invasão de nervos periféricos, algo raro em lesões benignas. O manejo envolve imagem (TC e RM) e, frequentemente, biópsia ou exérese completa, dependendo da suspeita clínica, visando evitar a disseminação de células neoplásicas.
Os principais sinais de alerta para malignidade (como o adenocarcinoma ou o carcinoma adenoide cístico) incluem crescimento rápido (menos de 6 meses), presença de dor local (devido à invasão perineural), proptose com deslocamento inferonasal do globo ocular e alterações ósseas na tomografia (erosão ou destruição).
O adenoma pleomórfico (tumor misto benigno) é o tumor epitelial mais comum da glândula lacrimal. Diferente das neoplasias malignas, ele costuma ser indolor, de crescimento lento (anos) e não causa destruição óssea, apresentando-se como uma massa firme e móvel no quadrante superotemporal da órbita.
O rabdomiossarcoma é o tumor orbitário primário maligno mais comum na infância, apresentando proptose explosiva. Já o adenocarcinoma de glândula lacrimal acomete tipicamente adultos e idosos, localizando-se especificamente na fossa da glândula lacrimal.
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