Adenocarcinoma Gástrico: Opções Cirúrgicas e Linfadenectomia

SUS-SP - Sistema Único de Saúde de São Paulo — Prova 2021

Enunciado

Paciente de 53 anos de idade, masculino, com perda de peso e emagrecimento, com sinais e sintomas de empachamento e dispepsia, foi submetido à endoscopia alta, que demonstrou lesão ulcerada e de aspecto tumoral em região de corpo gástrico proximal, com extensão de cerca de 5 cm na pequena curvatura. A biópsia evidenciou ser um adenocarcinoma e, nos exames de estadiamento, revelou se tratar de uma lesão T3N1M0, sem focos de doenças em outros órgãos.Neste caso, a melhor opção cirúrgica é:

Alternativas

  1. A) gastrectomia subtotal com linfadenectomia a D1.
  2. B) gastrectomia total com linfadenectomia a D3.
  3. C) esofagectomia com gastrectomia e reconstrução em Y de Roux.
  4. D) gastrectomia subtotal e linfadenectomia a D2.
  5. E) apenas derivação com gastroenteroanastomose.

Pérola Clínica

Adenocarcinoma gástrico distal/corpo (T3N1M0) → Gastrectomia subtotal + linfadenectomia D2.

Resumo-Chave

Para adenocarcinomas gástricos localizados no corpo ou antro (distal), a gastrectomia subtotal é a cirurgia de escolha, desde que haja margem de segurança. A linfadenectomia D2 é o padrão ouro para câncer gástrico ressecável, oferecendo melhor sobrevida e estadiamento mais preciso.

Contexto Educacional

O adenocarcinoma gástrico é uma neoplasia maligna com alta morbimortalidade, sendo o tratamento cirúrgico a única opção curativa. O estadiamento preciso, utilizando a classificação TNM, é fundamental para guiar a conduta terapêutica. A localização do tumor no estômago (proximal, corpo ou distal) e a extensão da doença influenciam diretamente a escolha do procedimento cirúrgico. A fisiopatologia envolve a transformação maligna das células da mucosa gástrica, frequentemente associada a fatores de risco como infecção por H. pylori, dieta e genética. O diagnóstico é feito por endoscopia com biópsia, e o estadiamento por exames de imagem como tomografia computadorizada e PET-CT. A lesão T3N1M0 indica um tumor que invade a serosa sem invadir estruturas adjacentes, com metástase em 1-2 linfonodos regionais, e sem metástases à distância. Para tumores localizados no corpo ou antro gástrico, a gastrectomia subtotal é a abordagem preferencial, visando a remoção completa do tumor com margens de segurança. A linfadenectomia D2 é o padrão ouro para a ressecção curativa do câncer gástrico, pois remove os grupos linfonodais mais frequentemente acometidos, melhorando o estadiamento e a sobrevida. A reconstrução geralmente é feita em Y de Roux.

Perguntas Frequentes

Qual a diferença entre gastrectomia subtotal e total para câncer gástrico?

A gastrectomia subtotal remove a porção distal do estômago, preservando o fundo e parte do corpo, indicada para tumores distais. A gastrectomia total remove todo o estômago, necessária para tumores proximais ou difusos.

O que significa linfadenectomia D2 no tratamento do câncer gástrico?

A linfadenectomia D2 é a ressecção dos linfonodos perigástricos (grupos D1) e dos linfonodos ao longo das artérias principais do tronco celíaco (grupos D2), sendo o padrão ouro para o tratamento curativo do câncer gástrico.

Quando a esofagectomia é indicada em casos de câncer gástrico?

A esofagectomia com gastrectomia é indicada quando o tumor gástrico proximal invade o esôfago distal, exigindo uma ressecção mais extensa para obter margens livres de doença.

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