UFRJ/HUCFF - Hospital Universitário Clementino Fraga Filho (RJ) — Prova 2025
Mulher, 48 anos, apresentou em uma endoscopia digestiva alta (EDA) uma lesão elevada de 1,8cm em incisura angular, classificada pelo endoscopista como Paris 0-Ip. O resultado do exame histopatológico confirmou adenocarcinoma do tipo intestinal. O tratamento mais adequado é:
Adenocarcinoma gástrico precoce (<2cm, tipo intestinal, sem úlcera) → Ressecção endoscópica curativa.
Lesões gástricas precoces (T1a) com baixo risco de metástase linfonodal, como o tipo intestinal bem diferenciado < 2cm, são tratadas preferencialmente por via endoscópica.
O tratamento do câncer gástrico evoluiu para abordagens minimamente invasivas em casos precoces. A classificação de Paris ajuda a prever a profundidade da invasão. Lesões polipoides (0-Ip) ou planas (0-II) sem ulceração e de histologia intestinal têm baixíssima taxa de metástase linfonodal (<1%), permitindo a ressecção endoscópica (EMR ou ESD) com intenção curativa, preservando o órgão e a qualidade de vida do paciente.
É definido como adenocarcinoma limitado à mucosa (T1a) ou submucosa (T1b), independentemente da presença de metástases linfonodais. No entanto, para o tratamento endoscópico, buscamos lesões com risco mínimo de acometimento linfonodal.
Os critérios clássicos (absolutos) incluem: adenocarcinoma do tipo intestinal, bem ou moderadamente diferenciado, limitado à mucosa (T1a), sem ulceração e com diâmetro menor ou igual a 2 cm. A lesão Paris 0-Ip (polipoide) de 1,8 cm descrita se encaixa perfeitamente.
A ressecção em peça única (en bloc) é fundamental para garantir a avaliação histopatológica precisa das margens laterais e profundas, além de reduzir drasticamente o risco de recorrência local em comparação com a técnica de 'piecemeal'.
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