Adenocarcinoma Gástrico Precoce: Tratamento Cirúrgico Ideal

FAA/UNIFAA - Hospital Escola Luiz Gioseffi Jannuzzi (RJ) — Prova 2015

Enunciado

Homem de 45 anos ,apresentando dor epigástrica pós prandial, foi tratado com inibidor H2, sem melhora significativa. A endoscopia digestiva mostra úlcera gástrica na parede posterior do antro, junto a incisura angulares. O histopatológico revela adenocarcinoma gástrico precoce. O tratamento mais adequado é:

Alternativas

  1. A) Gastrectomia total + Linfadenectomia D1.
  2. B) Gastrectomia subtotal + Linfadenectomia D2.
  3. C) Ressecção endoscópica.
  4. D) Gastrectomia parcial sem linfadenectomia.

Pérola Clínica

Adenocarcinoma gástrico precoce no antro: Gastrectomia subtotal + Linfadenectomia D2 é o padrão ouro.

Resumo-Chave

Para adenocarcinoma gástrico precoce localizado no antro e não elegível para ressecção endoscópica, a gastrectomia subtotal com linfadenectomia D2 é a cirurgia padrão. A linfadenectomia D2 é crucial para o estadiamento preciso e para a remoção de micrometástases, melhorando o prognóstico.

Contexto Educacional

O adenocarcinoma gástrico precoce representa uma fase inicial da doença, com um prognóstico significativamente melhor do que o câncer avançado. Sua definição é histopatológica, limitando a invasão à mucosa ou submucosa. A epidemiologia mostra uma incidência crescente em algumas regiões, e a detecção precoce é um pilar fundamental para a cura. A importância clínica reside na possibilidade de tratamentos menos invasivos e com melhores resultados de sobrevida. A fisiopatologia do adenocarcinoma gástrico envolve uma cascata de eventos que levam à transformação maligna da mucosa gástrica, frequentemente associada à infecção por Helicobacter pylori, atrofia gástrica e metaplasia intestinal. O diagnóstico é feito por endoscopia digestiva alta com biópsias. A suspeita deve surgir em pacientes com sintomas dispépticos persistentes ou achados de úlcera gástrica que não cicatrizam. O estadiamento é essencial para guiar o tratamento. O tratamento do adenocarcinoma gástrico precoce depende do estadiamento e das características do tumor. Para lesões no antro gástrico que não preenchem os critérios rigorosos para ressecção endoscópica, a gastrectomia subtotal com linfadenectomia D2 é a abordagem cirúrgica padrão. A linfadenectomia D2 é considerada o padrão ouro por oferecer um controle oncológico superior. O prognóstico é geralmente bom, com altas taxas de sobrevida em cinco anos, mas o acompanhamento rigoroso é necessário para detectar recorrências.

Perguntas Frequentes

O que define o adenocarcinoma gástrico precoce?

O adenocarcinoma gástrico precoce é definido como um câncer que invade apenas a mucosa ou a submucosa, independentemente da presença de metástases linfonodais. Essa definição é crucial para a escolha da abordagem terapêutica.

Quando a ressecção endoscópica é uma opção para o câncer gástrico precoce?

A ressecção endoscópica é uma opção para casos muito selecionados de câncer gástrico precoce, geralmente quando o tumor é bem diferenciado, menor que 2 cm, sem ulceração, sem invasão linfovascular e restrito à mucosa.

Qual a importância da linfadenectomia D2 no tratamento do câncer gástrico?

A linfadenectomia D2 é a remoção sistemática dos linfonodos de segunda estação ao redor do estômago. É fundamental para um estadiamento preciso da doença, para a remoção de metástases linfonodais ocultas e para melhorar a sobrevida em pacientes com câncer gástrico cirurgicamente ressecável.

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