SES-GO - Secretaria de Estado de Saúde de Goiás — Prova 2022
Paciente de 54 anos, portador de adenocarcinoma gástrico em pequena curvatura, Bormamm 2, localizado a 5 cm da transição esofagogástrica, tipo histológico difuso de Lauren, estadiado como T2 N1 M0.Nesse caso, qual é a melhor conduta terapêutica?
Adenocarcinoma gástrico T2 N1 M0 (difuso) → Quimioterapia perioperatória + Gastrectomia total D2.
Para adenocarcinoma gástrico localmente avançado (T2 N1 M0), especialmente com tipo difuso de Lauren e localização próxima à transição esofagogástrica, a quimioterapia perioperatória seguida de gastrectomia total com linfadenectomia D2 é a conduta mais adequada.
O adenocarcinoma gástrico é uma neoplasia maligna com alta incidência e mortalidade global, sendo a quinta causa mais comum de câncer e a terceira de morte por câncer. O estadiamento preciso é crucial para definir a estratégia terapêutica, utilizando a classificação TNM. A localização do tumor (pequena curvatura, próximo à transição esofagogástrica) e o tipo histológico (difuso de Lauren) são fatores prognósticos importantes que influenciam a extensão da ressecção. A fisiopatologia envolve a progressão de lesões pré-malignas ou o desenvolvimento direto de células neoplásicas na mucosa gástrica. O estadiamento T2 N1 M0 indica um tumor que invade a muscular própria ou a subserosa (T2), com metástase em 1-2 linfonodos regionais (N1) e sem metástase à distância (M0), caracterizando uma doença localmente avançada. O tipo difuso de Lauren é mais agressivo, com maior risco de disseminação submucosa e pior prognóstico. A conduta terapêutica para adenocarcinoma gástrico localmente avançado (T2 N1 M0) geralmente envolve uma abordagem multimodal. A quimioterapia perioperatória (neoadjuvante seguida de cirurgia e quimioterapia adjuvante) é o padrão-ouro, conforme evidências de estudos como o MAGIC e FLOT4. A cirurgia consiste em gastrectomia total, devido à localização proximal e ao tipo difuso, com linfadenectomia D2, que é a ressecção estendida dos linfonodos regionais para otimizar o controle locorregional e o estadiamento. O prognóstico é melhor com a combinação de terapias.
A quimioterapia perioperatória (neoadjuvante e adjuvante) é indicada para tumores gástricos localmente avançados (T2 ou N+) para reduzir o tamanho do tumor, tratar micrometástases, aumentar a taxa de ressecção R0 e melhorar a sobrevida global.
A gastrectomia total é preferível quando o tumor está localizado no terço proximal do estômago (próximo à transição esofagogástrica), é do tipo difuso de Lauren (que tem maior risco de disseminação submucosa) ou é multifocal, para garantir margens cirúrgicas livres.
A linfadenectomia D2 é a ressecção cirúrgica dos linfonodos perigástricos de primeira e segunda estação, conforme as diretrizes japonesas. É considerada o padrão-ouro para o tratamento cirúrgico curativo do câncer gástrico, pois melhora o estadiamento e a sobrevida.
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