FMC/HEAA - Faculdade de Medicina de Campos - Hospital Álvaro Alvim (RJ) — Prova 2021
Mulher, negra, 56 anos, analfabeta, interna com queixas de plenitude e dor epigástrica, desnutrição, anemia. Após a estabilização clínica, a paciente foi submetida a Endoscopia digestiva alta que mostrou lesão ulcerada em antro gástrico, a qual apresentou o laudo histopatológico de adenocarcinoma com células em anel de sinete. Segundo a classificação de Johnson, Bormmann e Lauren, qual a classificação do caso:
Adenocarcinoma gástrico em antro, células em anel de sinete → Johnson III, Bormann II, Lauren Difuso.
A classificação de Johnson (localização), Bormann (morfologia macroscópica) e Lauren (histopatologia) são essenciais para caracterizar o câncer gástrico. Células em anel de sinete são um subtipo do tipo difuso de Lauren, que geralmente tem pior prognóstico e infiltração mais extensa.
O adenocarcinoma gástrico é uma neoplasia maligna com alta morbimortalidade, e sua classificação é fundamental para o prognóstico e planejamento terapêutico. As classificações de Johnson, Bormann e Lauren são amplamente utilizadas para caracterizar esses tumores sob diferentes aspectos. Johnson classifica o tumor pela sua localização anatômica no estômago (I: cárdia e junção esofagogástrica; II: corpo e fundo; III: antro e piloro). A classificação de Bormann descreve a morfologia macroscópica do tumor, variando de lesões polipoides (Tipo I) a infiltrativas difusas (Tipo IV), sendo o Tipo II (ulcerado com bordas elevadas) e Tipo III (ulcerado com infiltração) comuns. A classificação de Lauren, por sua vez, é histopatológica e divide o adenocarcinoma em tipo intestinal (mais diferenciado, glandular) e tipo difuso (pouco diferenciado, células isoladas ou em pequenos grupos, com células em anel de sinete). O tipo difuso, especialmente com células em anel de sinete, é mais agressivo, tem pior prognóstico e tende a se apresentar em pacientes mais jovens. No caso apresentado, a lesão ulcerada em antro gástrico (Johnson III) com células em anel de sinete (Lauren Difuso) e uma morfologia ulcerada (Bormann II ou III, mas Bormann II é mais provável para uma lesão ulcerada com bordas elevadas, ou Bormann III se houver infiltração mais profunda, mas a questão aponta para Bormann II na alternativa correta, o que é um ponto de atenção para a interpretação de prova). A associação de células em anel de sinete com o tipo difuso de Lauren é um ponto chave para a memorização.
A classificação de Lauren divide o adenocarcinoma gástrico em tipo intestinal (mais comum, melhor prognóstico, associado a fatores ambientais) e tipo difuso (pior prognóstico, mais agressivo, associado a fatores genéticos e células em anel de sinete).
Células em anel de sinete são células neoplásicas com um grande vacúolo de mucina que empurra o núcleo para a periferia, conferindo um aspecto de anel. São características do tipo difuso de Lauren e indicam um tumor mais agressivo.
A classificação de Bormann descreve a morfologia macroscópica do tumor gástrico, variando de tipo I (polipoide) a tipo IV (infiltrativo difuso ou linite plástica), com o tipo II sendo ulcerado com bordas elevadas e o tipo III ulcerado com infiltração.
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