HMTJ - Hospital e Maternidade Therezinha de Jesus (MG) — Prova 2020
Um paciente é portador de um adenocarcinoma gástrico tipo difuso localizado no cárdia estendendo-se pela pequena curvatura e corpo gástrico. A cirurgia mais apropriada para ele, considerando intenção curativa é:
Adenocarcinoma gástrico cárdia tipo difuso → Gastrectomia total alargada + D2 + Y de Roux.
Para adenocarcinoma gástrico tipo difuso localizado no cárdia e estendendo-se, a cirurgia curativa padrão é a gastrectomia total alargada. Isso inclui a ressecção de todo o estômago, uma linfadenectomia D2 (extensa) para remover linfonodos regionais e a reconstrução do trânsito digestório com uma anastomose esofagojejunal em Y de Roux.
O adenocarcinoma gástrico é uma neoplasia maligna com alta morbimortalidade, e seu tratamento curativo é predominantemente cirúrgico. A localização no cárdia e o tipo histológico difuso (classificação de Lauren) são fatores cruciais que influenciam a extensão da ressecção. O tipo difuso é conhecido por sua maior agressividade, infiltração submucosa e disseminação linfática precoce, exigindo uma abordagem cirúrgica mais radical para alcançar margens livres e um adequado estadiamento oncológico. Para tumores localizados no cárdia, a gastrectomia total é geralmente indicada para garantir margens proximais livres de doença. A extensão da ressecção gástrica deve ser acompanhada de uma linfadenectomia D2, que é o padrão ouro para a cirurgia curativa do câncer gástrico. A linfadenectomia D2 envolve a remoção dos linfonodos de primeira e segunda estação, o que melhora o estadiamento e o controle locorregional da doença. A fisiopatologia da disseminação linfática é um pilar para a compreensão da necessidade dessa abordagem extensa. Após a gastrectomia total, a reconstrução do trânsito digestório é essencial. A reconstrução esofagojejunal em Y de Roux é a técnica preferida, pois cria uma alça jejunal que evita o refluxo biliar e pancreático para o esôfago, prevenindo complicações como esofagite e melhorando a qualidade de vida. A intenção curativa é o objetivo principal, e a escolha da técnica cirúrgica deve maximizar a ressecção oncológica com morbidade aceitável. O prognóstico depende do estadiamento patológico e da radicalidade da cirurgia.
A cirurgia mais apropriada com intenção curativa para adenocarcinoma gástrico tipo difuso localizado no cárdia e estendendo-se é a gastrectomia total alargada com linfadenectomia D2 e reconstrução esofagojejunal em Y de Roux. A gastrectomia total é necessária para garantir margens livres devido à localização e ao tipo histológico difuso.
A linfadenectomia D2 é uma dissecção linfonodal extensa que remove os linfonodos perigástricos (D1) e os linfonodos de segunda estação ao longo das artérias principais do tronco celíaco (hepática comum, esplênica, gástrica esquerda). É o padrão ouro para a cirurgia curativa do câncer gástrico, especialmente em tumores avançados.
A reconstrução em Y de Roux é preferida após gastrectomia total porque cria uma alça jejunal que impede o refluxo biliar e pancreático para o esôfago, minimizando sintomas como esofagite de refluxo e melhorando a qualidade de vida do paciente. A anastomose esofagojejunal é realizada para restabelecer a continuidade do trato digestório.
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