UFSC/HU - Hospital Universitário Prof. Polydoro Ernani de São Thiago (SC) — Prova 2020
Em relação ao adenocarcinoma gástrico, é correto afirmar:
Adenocarcinoma gástrico subtipo intestinal (Lauren) → forte associação com H. pylori e gastrite atrófica (via cascata de Correa).
O subtipo intestinal do adenocarcinoma gástrico, conforme a classificação de Lauren, é classicamente associado a um processo de carcinogênese gradual que envolve infecção crônica por Helicobacter pylori, gastrite atrófica, metaplasia intestinal e displasia, conhecido como cascata de Correa.
O adenocarcinoma gástrico é uma neoplasia maligna com alta morbimortalidade, e sua classificação e fatores de risco são cruciais para o entendimento e manejo. A classificação de Lauren divide o adenocarcinoma gástrico em dois subtipos principais: intestinal e difuso, cada um com características epidemiológicas, patológicas e genéticas distintas. O subtipo intestinal de Lauren é classicamente associado a um processo de carcinogênese multifatorial, que se inicia frequentemente com a infecção crônica por Helicobacter pylori. Esta infecção leva à gastrite crônica, que pode progredir para gastrite atrófica, metaplasia intestinal, displasia e, finalmente, adenocarcinoma. Este processo é conhecido como a cascata de Correa. Em contraste, o subtipo difuso de Lauren é mais frequentemente associado a mutações genéticas hereditárias, como as do gene CDH1 (que codifica a E-caderina), e não possui uma associação tão clara com a infecção por H. pylori ou a cascata de Correa. Para residentes, é fundamental compreender essas distinções para a estratificação de risco, aconselhamento genético e planejamento terapêutico do câncer gástrico.
O subtipo intestinal é mais comum em idosos, forma massas glandulares e está associado a fatores ambientais como H. pylori. O subtipo difuso é mais comum em jovens, infiltra a parede gástrica sem formar massa e está associado a mutações genéticas como no gene CDH1.
A infecção crônica por H. pylori é o principal fator de risco para o adenocarcinoma gástrico, especialmente do subtipo intestinal, iniciando a cascata de Correa que progride de gastrite crônica para gastrite atrófica, metaplasia intestinal, displasia e, finalmente, câncer.
A linfadenectomia D2 é o padrão ouro para a ressecção cirúrgica do câncer gástrico avançado, removendo os linfonodos perigástricos e ao longo dos vasos principais, melhorando a sobrevida em centros de alta volume.
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