Adenocarcinoma Gástrico: Conduta Cirúrgica e Linfadenectomia D2

Fundhacre - Fundação Hospital Estadual do Acre — Prova 2021

Enunciado

Paciente de 37 anos, sexo feminino, apresenta EDA com lesão ulcerada em incisura angularis do estômago com 1 cm, anatomopatológico confirma adenocarcinoma gástrico GIi tipo intestinal, qual a melhor conduta cirúrgica para esse caso?

Alternativas

  1. A) Gastrectomia parcial com linfadenectomia D1.
  2. B) Gastrectomia parcial com linfadenectomia D2.
  3. C) Gastrectomia total com linfadenectomia D1.
  4. D) Gastrectomia total com linfadenectomia D2.

Pérola Clínica

Adenocarcinoma gástrico em incisura angularis → Gastrectomia total + Linfadenectomia D2 (pela localização e tipo).

Resumo-Chave

Adenocarcinomas gástricos localizados na incisura angularis, corpo ou fundo gástrico geralmente requerem gastrectomia total devido ao risco de margens comprometidas e disseminação linfática. A linfadenectomia D2 é o padrão ouro para câncer gástrico ressecável, oferecendo melhor controle oncológico.

Contexto Educacional

O adenocarcinoma gástrico é uma neoplasia maligna com alta morbimortalidade, e seu tratamento cirúrgico é a principal modalidade curativa. A escolha da extensão da ressecção gástrica (total ou parcial) e da linfadenectomia (D1 ou D2) depende de múltiplos fatores, incluindo a localização do tumor, seu tamanho, tipo histológico, estadiamento clínico e condições do paciente. Tumores localizados na incisura angularis, corpo ou fundo gástrico frequentemente exigem gastrectomia total para garantir margens de ressecção livres de doença, devido à complexidade anatômica e à potencial disseminação submucosa. A linfadenectomia D2 é considerada o padrão ouro para o tratamento cirúrgico do câncer gástrico ressecável, especialmente em países ocidentais, após evidências de melhora na sobrevida e redução de recorrência quando realizada por cirurgiões experientes. Ela envolve a remoção dos linfonodos perigástricos (D1) e dos linfonodos ao longo das principais artérias do tronco celíaco (D2), como a artéria hepática comum, artéria esplênica e artéria gástrica esquerda. A linfadenectomia D1, que remove apenas os linfonodos perigástricos, é geralmente reservada para tumores precoces com baixo risco de metástase linfonodal. Para o residente, é crucial compreender que a decisão cirúrgica no câncer gástrico é complexa e individualizada. A localização do tumor, como a incisura angularis neste caso, é um fator determinante para a extensão da gastrectomia. Além disso, a realização de uma linfadenectomia D2 adequada é um componente essencial para o controle oncológico e deve ser dominada, considerando os riscos e benefícios associados a um procedimento de maior porte. O conhecimento do estadiamento pré-operatório e a discussão em equipe multidisciplinar são fundamentais para a melhor conduta.

Perguntas Frequentes

Quando a gastrectomia total é indicada para câncer gástrico?

A gastrectomia total é indicada para tumores localizados no terço superior do estômago, na incisura angularis, ou quando a gastrectomia subtotal não garante margens livres de doença.

O que significa linfadenectomia D2 no câncer gástrico?

A linfadenectomia D2 é a ressecção dos linfonodos perigástricos (D1) e dos linfonodos ao longo das artérias principais do tronco celíaco (D2), sendo o padrão ouro para câncer gástrico ressecável.

Qual a importância do tipo histológico (intestinal vs. difuso) na conduta cirúrgica?

O tipo intestinal de Lauren geralmente tem melhor prognóstico e é mais bem delimitado, mas a extensão da ressecção é guiada primariamente pela localização e estadiamento, não apenas pelo tipo histológico.

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