Adenocarcinoma Gástrico: Tratamento e Linfadenectomia D2

UFPB/HULW - Hospital Universitário Lauro Wanderley - João Pessoa (PB) — Prova 2015

Enunciado

Em relação aos tumores gástricos, podemos afirmar:

Alternativas

  1. A) A gastrectomia parcial com anastomose à y de Roux é considerada uma condição precursora para o adenocarcinoma gástrico.
  2. B) A classificação morfológica de Bormann do tipo II refere-se aos tumores infiltrativos e vegetantes, com grande projeção intraluminal.
  3. C) Pólipos adenomatosos não apresentam correlação com desenvolvimento de neoplasia gástrica, diferentemente do que é observado nos tumores colorretais.
  4. D) O diagnóstico de adenocarcinoma gástrico precoce implica em lesão restrita à mucosa e submucosa, sem atingir a camada muscular própria e sem acometimento metastático linfonodal.
  5. E) Para as lesões localizadas no antro, com histologia positiva para adenocarcinoma, o tratamento consiste em realizar uma gastrectomia com linfadenectomia à D2.

Pérola Clínica

Adenocarcinoma gástrico no antro → Gastrectomia com linfadenectomia D2 é o tratamento padrão curativo.

Resumo-Chave

A linfadenectomia D2 é crucial no tratamento curativo do adenocarcinoma gástrico, especialmente para lesões no antro, pois remove os linfonodos perigástricos e ao longo das artérias principais, melhorando o estadiamento e o prognóstico. O câncer gástrico precoce é definido pela invasão restrita à mucosa e submucosa, independentemente do status linfonodal.

Contexto Educacional

O adenocarcinoma gástrico é uma neoplasia maligna comum, com alta mortalidade, sendo o quinto câncer mais frequente no mundo. Sua etiologia é multifatorial, envolvendo fatores genéticos, ambientais e infecção por H. pylori. O diagnóstico precoce é fundamental para um melhor prognóstico. A classificação de Bormann descreve a morfologia macroscópica dos tumores avançados, enquanto o câncer gástrico precoce é definido pela profundidade da invasão, restrita à mucosa e/ou submucosa. A suspeita diagnóstica geralmente surge com sintomas inespecíficos como dispepsia, perda de peso e dor abdominal. A endoscopia digestiva alta com biópsia é o método diagnóstico padrão. O estadiamento é realizado com exames de imagem como tomografia computadorizada e ultrassonografia endoscópica, sendo crucial para definir a estratégia terapêutica. A presença de pólipos adenomatosos gástricos é um fator de risco conhecido para o desenvolvimento de adenocarcinoma. O tratamento do adenocarcinoma gástrico é predominantemente cirúrgico, com a gastrectomia e linfadenectomia D2 sendo o padrão ouro para lesões ressecáveis, especialmente no antro. A extensão da ressecção e da linfadenectomia depende da localização e do estadiamento do tumor. Terapias adjuvantes e neoadjuvantes, como quimioterapia e radioterapia, podem ser indicadas dependendo do estadiamento e da resposta ao tratamento inicial, visando melhorar a sobrevida e reduzir a recorrência.

Perguntas Frequentes

Qual a importância da linfadenectomia D2 no câncer gástrico?

A linfadenectomia D2 é o padrão ouro para o tratamento cirúrgico curativo do câncer gástrico, removendo linfonodos de grupos perigástricos e ao longo dos vasos principais, o que melhora o estadiamento e a sobrevida dos pacientes.

O que define o adenocarcinoma gástrico precoce?

O adenocarcinoma gástrico precoce é definido pela invasão restrita à mucosa e/ou submucosa, independentemente da presença de metástase linfonodal. Não significa ausência de linfonodos acometidos, mas sim uma menor profundidade de invasão.

Pólipos adenomatosos gástricos têm potencial maligno?

Sim, pólipos adenomatosos gástricos são lesões pré-malignas com potencial de transformação para adenocarcinoma, similar ao que ocorre no cólon. Devem ser acompanhados endoscopicamente ou ressecados, dependendo de suas características.

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