UFPB/HULW - Hospital Universitário Lauro Wanderley - João Pessoa (PB) — Prova 2015
Em relação aos tumores gástricos, podemos afirmar:
Adenocarcinoma gástrico no antro → Gastrectomia com linfadenectomia D2 é o tratamento padrão curativo.
A linfadenectomia D2 é crucial no tratamento curativo do adenocarcinoma gástrico, especialmente para lesões no antro, pois remove os linfonodos perigástricos e ao longo das artérias principais, melhorando o estadiamento e o prognóstico. O câncer gástrico precoce é definido pela invasão restrita à mucosa e submucosa, independentemente do status linfonodal.
O adenocarcinoma gástrico é uma neoplasia maligna comum, com alta mortalidade, sendo o quinto câncer mais frequente no mundo. Sua etiologia é multifatorial, envolvendo fatores genéticos, ambientais e infecção por H. pylori. O diagnóstico precoce é fundamental para um melhor prognóstico. A classificação de Bormann descreve a morfologia macroscópica dos tumores avançados, enquanto o câncer gástrico precoce é definido pela profundidade da invasão, restrita à mucosa e/ou submucosa. A suspeita diagnóstica geralmente surge com sintomas inespecíficos como dispepsia, perda de peso e dor abdominal. A endoscopia digestiva alta com biópsia é o método diagnóstico padrão. O estadiamento é realizado com exames de imagem como tomografia computadorizada e ultrassonografia endoscópica, sendo crucial para definir a estratégia terapêutica. A presença de pólipos adenomatosos gástricos é um fator de risco conhecido para o desenvolvimento de adenocarcinoma. O tratamento do adenocarcinoma gástrico é predominantemente cirúrgico, com a gastrectomia e linfadenectomia D2 sendo o padrão ouro para lesões ressecáveis, especialmente no antro. A extensão da ressecção e da linfadenectomia depende da localização e do estadiamento do tumor. Terapias adjuvantes e neoadjuvantes, como quimioterapia e radioterapia, podem ser indicadas dependendo do estadiamento e da resposta ao tratamento inicial, visando melhorar a sobrevida e reduzir a recorrência.
A linfadenectomia D2 é o padrão ouro para o tratamento cirúrgico curativo do câncer gástrico, removendo linfonodos de grupos perigástricos e ao longo dos vasos principais, o que melhora o estadiamento e a sobrevida dos pacientes.
O adenocarcinoma gástrico precoce é definido pela invasão restrita à mucosa e/ou submucosa, independentemente da presença de metástase linfonodal. Não significa ausência de linfonodos acometidos, mas sim uma menor profundidade de invasão.
Sim, pólipos adenomatosos gástricos são lesões pré-malignas com potencial de transformação para adenocarcinoma, similar ao que ocorre no cólon. Devem ser acompanhados endoscopicamente ou ressecados, dependendo de suas características.
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