Adenocarcinoma Gástrico: Estadiamento e Opções de Tratamento

UFPA/HUJBB - Hospital Universitário João de Barros Barreto - Belém (PA) — Prova 2024

Enunciado

Paciente E.F.G. 59 anos, sexo masculino, com relato de sintomas dispépticos, com epigastralgia + plenitude pós-prandial, anemia e perda ponderal de 10 Kg nos últimos 2 meses. Fez EDA com achado de lesão úlcero-infiltrativa Borrmann III em antro gástrico, biopsiada. Com base nesse caso, é correto afirmar:

Alternativas

  1. A) Linfoma tipo MALT consiste no provável diagnóstico histológico.
  2. B) O exame físico minucioso deste paciente deve ser realizado, mas não tem papel no estadiamento desta neoplasia.
  3. C) Em relação ao caso, podemos dizer que a gastrectomia subtotal com linfadenectomia a D2 deve ser indicada neste momento.
  4. D) Devemos realizar exames de estadiamento exclusivamente com PET-TC ou, caso não seja factível, tomografias com contraste, de Crânio, Tórax, Abdome e Pelve, bem como cintilografia óssea.
  5. E) Provavelmente estamos diante de um adenocarcinoma de antro gástrico, que deverá estadiar para então definir seu tratamento entre cirurgia, quimioterapia neoadjuvante ou quimioterapia paliativa.

Pérola Clínica

Adenocarcinoma gástrico (Borrmann III) com sintomas sistêmicos → estadiamento completo antes de definir cirurgia ou quimioterapia.

Resumo-Chave

Pacientes com adenocarcinoma gástrico avançado (Borrmann III, perda ponderal, anemia) necessitam de estadiamento rigoroso para guiar a conduta terapêutica, que pode variar de cirurgia a quimioterapia neoadjuvante ou paliativa, dependendo da extensão da doença. O exame físico é crucial para identificar metástases.

Contexto Educacional

O adenocarcinoma gástrico é uma neoplasia maligna comum, especialmente em pacientes acima de 50 anos, com sintomas inespecíficos que frequentemente levam a um diagnóstico tardio. A apresentação clínica pode incluir dispepsia, dor epigástrica, plenitude pós-prandial, perda de peso e anemia, como no caso descrito. A endoscopia digestiva alta (EDA) com biópsia é fundamental para o diagnóstico histopatológico, e a classificação de Borrmann (tipo III úlcero-infiltrativa) indica um tumor com características de invasão. O estadiamento preciso é a chave para definir a conduta terapêutica. Isso envolve exames de imagem como tomografia computadorizada de tórax, abdome e pelve com contraste, e em alguns centros, PET-CT para identificar metástases à distância. A laparoscopia diagnóstica é frequentemente utilizada para detectar carcinomatose peritoneal oculta. O exame físico minucioso, incluindo a palpação de linfonodos supraclaviculares (Virchow) ou periumbilicais (Sister Mary Joseph), também é importante para identificar sinais de doença avançada. O tratamento do adenocarcinoma gástrico é multimodal e depende do estágio da doença. Para tumores localizados, a gastrectomia com linfadenectomia D2 é o pilar do tratamento. Em casos localmente avançados, a quimioterapia neoadjuvante (antes da cirurgia) ou adjuvante (após a cirurgia) pode ser indicada. Para doença metastática, a quimioterapia paliativa é a principal opção, visando controle de sintomas e melhora da qualidade de vida. A decisão terapêutica deve ser discutida em equipe multidisciplinar.

Perguntas Frequentes

Quais são os sintomas de alerta para adenocarcinoma gástrico?

Sintomas de alerta incluem dispepsia persistente, epigastralgia, plenitude pós-prandial, perda ponderal inexplicada, anemia, disfagia e vômitos.

Qual a importância do estadiamento no câncer gástrico e quais exames são utilizados?

O estadiamento é crucial para definir a melhor estratégia terapêutica (cirurgia, quimioterapia neoadjuvante ou paliativa). Utiliza-se tomografia de tórax, abdome e pelve com contraste, PET-CT (se disponível), laparoscopia diagnóstica e, em alguns casos, ultrassonografia endoscópica.

Quando a gastrectomia subtotal com linfadenectomia D2 é indicada no adenocarcinoma gástrico?

A gastrectomia subtotal com linfadenectomia D2 é indicada para tumores localizados ou localmente avançados sem metástases à distância, após estadiamento completo, e pode ser precedida por quimioterapia neoadjuvante.

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