UFPA/HUJBB - Hospital Universitário João de Barros Barreto - Belém (PA) — Prova 2024
Paciente E.F.G. 59 anos, sexo masculino, com relato de sintomas dispépticos, com epigastralgia + plenitude pós-prandial, anemia e perda ponderal de 10 Kg nos últimos 2 meses. Fez EDA com achado de lesão úlcero-infiltrativa Borrmann III em antro gástrico, biopsiada. Com base nesse caso, é correto afirmar:
Adenocarcinoma gástrico (Borrmann III) com sintomas sistêmicos → estadiamento completo antes de definir cirurgia ou quimioterapia.
Pacientes com adenocarcinoma gástrico avançado (Borrmann III, perda ponderal, anemia) necessitam de estadiamento rigoroso para guiar a conduta terapêutica, que pode variar de cirurgia a quimioterapia neoadjuvante ou paliativa, dependendo da extensão da doença. O exame físico é crucial para identificar metástases.
O adenocarcinoma gástrico é uma neoplasia maligna comum, especialmente em pacientes acima de 50 anos, com sintomas inespecíficos que frequentemente levam a um diagnóstico tardio. A apresentação clínica pode incluir dispepsia, dor epigástrica, plenitude pós-prandial, perda de peso e anemia, como no caso descrito. A endoscopia digestiva alta (EDA) com biópsia é fundamental para o diagnóstico histopatológico, e a classificação de Borrmann (tipo III úlcero-infiltrativa) indica um tumor com características de invasão. O estadiamento preciso é a chave para definir a conduta terapêutica. Isso envolve exames de imagem como tomografia computadorizada de tórax, abdome e pelve com contraste, e em alguns centros, PET-CT para identificar metástases à distância. A laparoscopia diagnóstica é frequentemente utilizada para detectar carcinomatose peritoneal oculta. O exame físico minucioso, incluindo a palpação de linfonodos supraclaviculares (Virchow) ou periumbilicais (Sister Mary Joseph), também é importante para identificar sinais de doença avançada. O tratamento do adenocarcinoma gástrico é multimodal e depende do estágio da doença. Para tumores localizados, a gastrectomia com linfadenectomia D2 é o pilar do tratamento. Em casos localmente avançados, a quimioterapia neoadjuvante (antes da cirurgia) ou adjuvante (após a cirurgia) pode ser indicada. Para doença metastática, a quimioterapia paliativa é a principal opção, visando controle de sintomas e melhora da qualidade de vida. A decisão terapêutica deve ser discutida em equipe multidisciplinar.
Sintomas de alerta incluem dispepsia persistente, epigastralgia, plenitude pós-prandial, perda ponderal inexplicada, anemia, disfagia e vômitos.
O estadiamento é crucial para definir a melhor estratégia terapêutica (cirurgia, quimioterapia neoadjuvante ou paliativa). Utiliza-se tomografia de tórax, abdome e pelve com contraste, PET-CT (se disponível), laparoscopia diagnóstica e, em alguns casos, ultrassonografia endoscópica.
A gastrectomia subtotal com linfadenectomia D2 é indicada para tumores localizados ou localmente avançados sem metástases à distância, após estadiamento completo, e pode ser precedida por quimioterapia neoadjuvante.
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