SES-RJ - Secretaria de Estado de Saúde do Rio de Janeiro — Prova 2024
Durante a realização de uma gastrectomia por Adenocarcinoma gástrico, a linfadenectomia adequada é capaz de fornecer o estadiamento linfonodal preciso que guiará a necessidade de tratamentos adjuvantes. Sobre a linfadenectomia no câncer gástrico, é correto afirmar que o mínimo de linfonodos esperados na peça cirúrgica seja de:
Câncer gástrico → Mínimo de 16 linfonodos na peça cirúrgica para estadiamento N fidedigno.
A análise de pelo menos 16 linfonodos é necessária para evitar o subestadiamento e garantir a indicação correta de terapias adjuvantes no adenocarcinoma gástrico.
O estadiamento do câncer gástrico evoluiu para exigir uma análise linfonodal cada vez mais rigorosa. O 'fenômeno de Will Rogers' ou migração de estágio ilustra bem o problema: ao examinar mais linfonodos, aumentamos a chance de encontrar metástases, movendo pacientes de estágios precoces para estágios mais avançados, o que paradoxalmente melhora a sobrevida média de ambos os grupos por permitir tratamentos mais adequados. A linfadenectomia D2 tornou-se o padrão ouro mundial, especialmente após os resultados de longo prazo de estudos europeus e asiáticos. Para o patologista e o cirurgião, a meta de 16 linfonodos é um indicador de qualidade técnica e diagnóstica. Em casos onde a linfadenectomia D2 é realizada por cirurgiões experientes, é comum que o número de linfonodos ressecados ultrapasse 25 ou 30, aumentando ainda mais a segurança do estadiamento.
De acordo com a 8ª edição do sistema TNM da AJCC (American Joint Committee on Cancer), são necessários no mínimo 16 linfonodos examinados para que o estadiamento da categoria N (linfonodos regionais) seja considerado acurado. Contagens inferiores a esta podem levar ao subestadiamento, onde um paciente com metástases linfonodais é erroneamente classificado como N0 ou N1.
A linfadenectomia D2 envolve a remoção dos linfonodos perigástricos (D1) e dos linfonodos localizados ao longo das artérias do tronco celíaco (gástrica esquerda, hepática comum, esplênica e celíaca). Ela é recomendada em intenção curativa pois aumenta a probabilidade de ressecção R0 e fornece um número maior de linfonodos para análise, melhorando o prognóstico e o direcionamento terapêutico.
O estadiamento linfonodal preciso define a necessidade de quimioterapia ou radioterapia adjuvante. Se poucos linfonodos forem analisados, o risco de subestimar a gravidade da doença é alto, o que pode resultar na omissão de um tratamento complementar necessário para reduzir as taxas de recidiva local e sistêmica.
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