FMABC - Faculdade de Medicina do ABC Paulista (SP) — Prova 2021
Homem, 62 anos de idade, com queixa de dor epigástrica, náusea, vômitos e perda ponderal de 12kg nos últimos 4 meses (10% do peso corporal). Etilista de 5 latas de cerveja aos finais de semana; tabagista 25 anos-maço. Realizou endoscopia digestiva alta, com achado de lesão ulcerada e estenosante em região de antro gástrico, impedindo a progressão do aparelho. Anatomopatológico compatível com adenocarcinoma gástrico, moderadamente diferenciado. Tomografia computadorizada de tórax, abdome e pelve com imagem compatível em antro gástrico, sem lesões metastáticas ou acometimento linfonodal. Em relação ao tratamento neste momento, pode-se afirmar que o tratamento adequado é:
Adenocarcinoma gástrico localizado sem metástases → Gastrectomia subtotal + linfadenectomia D2 é o tratamento padrão.
Em casos de adenocarcinoma gástrico localizado, sem evidência de metástases à distância ou linfonodos acometidos na TC, a cirurgia radical com gastrectomia e linfadenectomia D2 é a abordagem curativa principal. A extensão da gastrectomia (subtotal ou total) depende da localização do tumor.
O adenocarcinoma gástrico é uma neoplasia maligna comum, com alta mortalidade, especialmente em estágios avançados. A apresentação clínica é frequentemente inespecífica, com sintomas como dor epigástrica, náuseas, vômitos e perda ponderal, o que pode atrasar o diagnóstico. A endoscopia digestiva alta com biópsia é fundamental para o diagnóstico, e o estadiamento é realizado com tomografia computadorizada e, por vezes, laparoscopia diagnóstica para identificar metástases ocultas. A fisiopatologia envolve uma sequência de eventos que podem incluir gastrite atrófica, metaplasia intestinal e displasia. O diagnóstico precoce é crucial para o sucesso do tratamento. A suspeita deve surgir em pacientes com sintomas gastrointestinais persistentes, especialmente aqueles com fatores de risco como idade avançada, tabagismo, etilismo e histórico familiar. O tratamento do adenocarcinoma gástrico ressecável é primariamente cirúrgico, com gastrectomia (subtotal ou total, dependendo da localização e extensão do tumor) e linfadenectomia D2. A quimioterapia neoadjuvante ou adjuvante pode ser utilizada em casos selecionados para melhorar os resultados. O prognóstico está diretamente relacionado ao estágio da doença no momento do diagnóstico e à qualidade da ressecção cirúrgica.
Os sintomas incluem dor epigástrica, náuseas, vômitos, perda ponderal, saciedade precoce e disfagia. Em estágios avançados, pode haver hemorragia digestiva e anemia.
A linfadenectomia D2 é considerada o padrão ouro para o câncer gástrico ressecável, pois remove os linfonodos perigástricos e ao longo dos vasos principais, melhorando o estadiamento e a sobrevida.
A quimioterapia neoadjuvante é indicada para tumores localmente avançados, visando reduzir o tamanho do tumor, tratar micrometástases e aumentar a taxa de ressecção R0 antes da cirurgia.
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