HPEV - Hospital Professor Edmundo Vasconcelos (SP) — Prova 2020
Homem, 45 anos de idade, com queixa há 6 meses de dispepsia, com perda de peso ponderal de 8kg no período. Em consulta na Unidade Básica de Saúde, foi solicitada endoscopia digestiva alta, que evidenciou lesão ulcerada e friável ao toque, medindo 2,0cm de diâmetro, localizada em pequena curvatura, a 3cm da transição esôfago gástrica. A biópsia da lesão mostrou adenocarcinoma gástrico indiferenciado, com células em anel de sinete. Realizado estadiamento com tomografia de tórax, abdome e pelve, que não mostrou metástases. Assinale a conduta apropriada para este caso:
Adenocarcinoma gástrico proximal indiferenciado com células em anel de sinete → gastrectomia total + linfadenectomia D2.
O adenocarcinoma gástrico indiferenciado com células em anel de sinete, especialmente quando localizado na pequena curvatura próxima à transição esôfago-gástrica, tem um comportamento mais agressivo e maior risco de disseminação linfática. A gastrectomia total com linfadenectomia D2 é a conduta cirúrgica padrão para tumores proximais ou difusos, garantindo margens adequadas e remoção de linfonodos regionais para estadiamento e controle oncológico.
O adenocarcinoma gástrico é uma neoplasia maligna com alta morbimortalidade, sendo o estadiamento e a escolha da conduta terapêutica cruciais para o prognóstico do paciente. A apresentação clínica, como dispepsia e perda de peso em um paciente de meia-idade, deve sempre levantar a suspeita de malignidade gástrica, justificando a investigação com endoscopia digestiva alta e biópsia. A fisiopatologia e o comportamento biológico do tumor são determinados por sua localização, tamanho e, principalmente, pelo tipo histológico. O adenocarcinoma indiferenciado com células em anel de sinete é um subtipo de pior prognóstico, com maior tendência à invasão difusa e metástases linfáticas precoces. A localização proximal (pequena curvatura, próxima à transição esôfago-gástrica) também influencia a extensão da ressecção necessária. A conduta apropriada para este caso, com tumor proximal e histologia agressiva, é a gastrectomia total com linfadenectomia D2. A gastrectomia total é necessária para obter margens livres adequadas, enquanto a linfadenectomia D2 é o padrão-ouro para a ressecção de linfonodos regionais, essencial para o estadiamento preciso e o controle oncológico. Quimioterapia neoadjuvante pode ser considerada em alguns casos, mas a cirurgia radical permanece o pilar do tratamento curativo.
A presença de células em anel de sinete indica um subtipo histológico mais agressivo de adenocarcinoma gástrico, frequentemente associado a um padrão de crescimento difuso e maior risco de metástase linfática e peritoneal.
Tumores localizados na pequena curvatura, próximos à transição esôfago-gástrica, geralmente requerem gastrectomia total para garantir margens de segurança adequadas e a remoção de todos os linfonodos regionais relevantes, minimizando o risco de recidiva.
A linfadenectomia D2 é uma ressecção padronizada de linfonodos que inclui os grupos perigástricos (D1) e os linfonodos ao longo das artérias principais do tronco celíaco (D2), sendo o padrão-ouro para o tratamento cirúrgico curativo do câncer gástrico.
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