Adenocarcinoma Gástrico: Síndromes Hereditárias e Fatores de Risco

Santa Casa de Campo Grande (MS) — Prova 2024

Enunciado

Sobre o Adenocarcinoma Gástrico, assinale a correta.

Alternativas

  1. A) Constitui a neoplasia gástrica germinativa (não epitelial) mais frequente e é responsável por 95% dos tumores malignos que acometem o estômago humano.
  2. B) Não há associação com gastrite autoimune e anemia perniciosa.
  3. C) O câncer gástrico pode também se desenvolver como parte da síndrome do câncer colorretal hereditário sem polipose (HNPCC) e de outras síndromes polipoides gastrointestinais, como a polipose adenomatosa familiar e a síndrome de Peutz-Jeghers.
  4. D) O tumor torna-se sintomático, na grande maioria dos casos, em uma fase inicial da doença, por isso é recomendado o rastreio com endoscopia digestival alta de rotina a partir dos 30 anos de idade.

Pérola Clínica

Adenocarcinoma gástrico = associado a síndromes hereditárias como HNPCC, PAF e Peutz-Jeghers.

Resumo-Chave

O adenocarcinoma gástrico, embora multifatorial, possui uma importante associação com síndromes genéticas hereditárias, como a HNPCC (Síndrome de Lynch), Polipose Adenomatosa Familiar (PAF) e Síndrome de Peutz-Jeghers, o que implica em rastreamento e manejo diferenciados para indivíduos com histórico familiar.

Contexto Educacional

O adenocarcinoma gástrico é a neoplasia maligna mais comum do estômago, representando cerca de 90-95% dos tumores gástricos. Sua etiologia é multifatorial, envolvendo fatores ambientais como infecção por Helicobacter pylori, dieta rica em sal e defumados, tabagismo e consumo de álcool. No entanto, uma parcela importante dos casos tem um componente genético. A associação com síndromes hereditárias é um ponto crucial. O câncer gástrico pode se manifestar como parte da Síndrome do Câncer Colorretal Hereditário sem Polipose (HNPCC ou Síndrome de Lynch), que é causada por mutações em genes de reparo de DNA. Outras síndromes polipoides gastrointestinais, como a Polipose Adenomatosa Familiar (PAF) e a Síndrome de Peutz-Jeghers, também aumentam significativamente o risco de desenvolvimento de adenocarcinoma gástrico, exigindo vigilância e rastreamento específicos para esses pacientes. É importante ressaltar que, ao contrário do que se possa pensar, o adenocarcinoma gástrico geralmente se torna sintomático em fases avançadas da doença, o que dificulta o diagnóstico precoce na população geral. Por isso, o rastreamento com endoscopia digestiva alta de rotina não é universalmente recomendado, sendo reservado para grupos de alto risco. A gastrite autoimune e a anemia perniciosa, por exemplo, são condições que, ao levarem à atrofia gástrica, aumentam o risco de câncer e demandam acompanhamento.

Perguntas Frequentes

Quais síndromes genéticas estão associadas ao adenocarcinoma gástrico?

O adenocarcinoma gástrico pode estar associado a síndromes como a Síndrome do Câncer Colorretal Hereditário sem Polipose (HNPCC ou Síndrome de Lynch), Polipose Adenomatosa Familiar (PAF) e Síndrome de Peutz-Jeghers, entre outras síndromes polipoides gastrointestinais.

Qual a importância da gastrite autoimune e anemia perniciosa no câncer gástrico?

A gastrite autoimune e a anemia perniciosa são condições que aumentam o risco de adenocarcinoma gástrico, especialmente do tipo intestinal, devido à atrofia gástrica e metaplasia intestinal que podem predispor à displasia e malignidade.

Quando o rastreamento para câncer gástrico é recomendado?

O rastreamento rotineiro com endoscopia digestiva alta não é recomendado para a população geral. É indicado para grupos de alto risco, como pacientes com histórico familiar de síndromes genéticas associadas, gastrite atrófica severa, metaplasia intestinal ou em regiões de alta incidência.

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