HRAC-USP/Centrinho - Hospital de Reabilitação de Anomalias Craniofaciais - Bauru (SP) — Prova 2025
Mulher, 34 anos de idade, com queixas recorrentes de epigastralgia, retorna com endoscopia que descreve lesão elevada em antrogástrico. Anatomopatológico confirma adenocarcinoma gástrico pouco diferenciado. Realizadas tomografias de tórax e abdome, sem evidência de adenomegalia ou lesões à distância. Assinale a alternativa que apresenta a melhor conduta no momento.
Adenocarcinoma gástrico sem metástase à TC → Laparoscopia diagnóstica para excluir carcinomatose peritoneal oculta.
Mesmo com TC negativa para metástases à distância, a laparoscopia diagnóstica é crucial no estadiamento do câncer gástrico para identificar carcinomatose peritoneal oculta, que alteraria drasticamente a conduta terapêutica.
O adenocarcinoma gástrico é uma neoplasia maligna com alta mortalidade, e seu prognóstico está diretamente relacionado ao estágio da doença no momento do diagnóstico. O estadiamento preciso é a chave para definir a melhor abordagem terapêutica, que pode variar desde a ressecção endoscópica para lesões muito precoces até a quimioterapia paliativa para doença metastática. No caso de um adenocarcinoma gástrico sem evidência de metástases à distância em tomografias de tórax e abdome, a laparoscopia diagnóstica exploratória é uma etapa crucial do estadiamento. Isso se deve à limitação da tomografia em detectar pequenas implantações peritoneais (carcinomatose peritoneal) ou metástases hepáticas superficiais, que são comuns no câncer gástrico e indicam doença avançada e irressecável. A presença de carcinomatose peritoneal contraindica a cirurgia curativa, direcionando o tratamento para quimioterapia neoadjuvante ou paliativa. Portanto, a laparoscopia permite uma avaliação direta da cavidade abdominal, coleta de líquido peritoneal para citologia e biópsias de lesões suspeitas, garantindo um estadiamento mais acurado e evitando laparotomias desnecessárias em pacientes com doença disseminada.
A laparoscopia é fundamental para detectar metástases peritoneais ou hepáticas superficiais que podem não ser visíveis na tomografia, alterando a estratégia terapêutica de curativa para paliativa ou neoadjuvante.
A TC pode subestimar a extensão da doença, especialmente em casos de carcinomatose peritoneal microscópica ou pequenas lesões hepáticas, tornando a laparoscopia um método mais sensível e preciso para o estadiamento.
Um estadiamento preciso é crucial para definir a melhor estratégia de tratamento (cirurgia, quimioterapia neoadjuvante ou paliativa), evitando cirurgias desnecessárias e otimizando os resultados e o prognóstico do paciente.
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