UNIRV - Universidade de Rio Verde (GO) — Prova 2021
Com relação ao adenocarcinoma gástrico, é incorreto afirmar:
Adenocarcinoma gástrico ≠ Úlcera gástrica malignizada; H. pylori, gastrite atrófica e metaplasia são precursores.
A principal etiologia do adenocarcinoma gástrico não é a transformação maligna de uma úlcera gástrica benigna. Embora úlceras possam ser malignas desde o início, a maioria dos adenocarcinomas gástricos se desenvolve a partir de uma sequência de gastrite crônica atrófica, metaplasia intestinal e displasia, frequentemente associada à infecção por H. pylori.
O adenocarcinoma gástrico é uma neoplasia maligna com alta morbimortalidade, sendo a quinta causa mais comum de câncer e a terceira de morte por câncer no mundo. Sua epidemiologia mostra maior incidência em homens, idosos e em certas populações como asiáticos e negros. A detecção precoce é crucial, e em fases iniciais, o tratamento endoscópico pode ser curativo, evitando cirurgias mais invasivas. A etiologia do adenocarcinoma gástrico é multifatorial, mas a infecção crônica por Helicobacter pylori é o fator de risco mais importante, levando a uma cascata de eventos que inclui gastrite crônica atrófica, metaplasia intestinal e displasia. É um equívoco comum pensar que úlceras gástricas benignas frequentemente se transformam em câncer. Embora úlceras possam ser malignas desde o início, a maioria dos adenocarcinomas gástricos não se origina da malignização de úlceras pépticas benignas. O prognóstico do câncer gástrico varia significativamente com a localização e o estágio. Tumores localizados na cárdia tendem a ter um prognóstico pior devido à sua agressividade biológica e à dificuldade de ressecção completa com margens adequadas, além de frequentemente serem diagnosticados em estágios mais avançados. A compreensão desses aspectos é fundamental para o diagnóstico precoce e o manejo adequado da doença.
Os principais fatores incluem infecção por Helicobacter pylori, gastrite atrófica crônica, metaplasia intestinal, dieta rica em sal e defumados, tabagismo, alcoolismo, história familiar e síndromes genéticas.
Sim, em suas fases precoces, quando o tumor está limitado à mucosa ou submucosa superficial e não há evidência de metástase linfonodal, a ressecção endoscópica pode ser curativa.
Úlceras gástricas benignas raramente se transformam em câncer. No entanto, uma úlcera pode ser maligna desde o início, e a diferenciação requer biópsia. A principal via para o câncer gástrico é a sequência de gastrite atrófica, metaplasia e displasia, não a malignização de úlceras pépticas.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo