FBHC - Fundação de Beneficência Hospital de Cirurgia (SE) — Prova 2020
Paciente com boa performance status e diagnóstico de adenocarcinoma gástrico em antro com estadiamento clínico e tomográfico T3N1M0. Qual melhor opção para tratamento curativo deste paciente?
Adenocarcinoma gástrico T3N1M0 → QT neoadjuvante + Gastrectomia com linfadenectomia + QT adjuvante.
Para adenocarcinoma gástrico localmente avançado (T3N1M0) com bom performance status, a estratégia perioperatória (quimioterapia neoadjuvante seguida de cirurgia e quimioterapia adjuvante) é o tratamento curativo de escolha, visando reduzir o tumor, tratar micrometástases e melhorar a ressecabilidade e sobrevida.
O adenocarcinoma gástrico é uma neoplasia agressiva, sendo a terceira causa de morte por câncer no mundo. O estadiamento preciso, utilizando tomografia e, por vezes, laparoscopia diagnóstica, é fundamental para definir a estratégia terapêutica. Um T3N1M0 indica um tumor que invade a serosa sem invadir estruturas adjacentes e com metástase em 1-2 linfonodos regionais, sem metástases à distância. A fisiopatologia envolve múltiplos fatores genéticos e ambientais, como infecção por H. pylori. O diagnóstico é feito por endoscopia com biópsia. O tratamento curativo para doença localmente avançada exige uma abordagem multimodal. Para pacientes com bom performance status e doença localmente avançada (T2 ou T3, N+ ou N-), a estratégia perioperatória é o padrão-ouro. Isso inclui quimioterapia neoadjuvante (pré-operatória) para reduzir o tumor e tratar micrometástases, seguida de gastrectomia com linfadenectomia D2 e, posteriormente, quimioterapia adjuvante (pós-operatória) para consolidar o tratamento e reduzir o risco de recidiva. Essa abordagem melhora significativamente a sobrevida em comparação com a cirurgia isolada.
A quimioterapia neoadjuvante visa reduzir o tamanho do tumor primário, tratar micrometástases subclínicas, melhorar a ressecabilidade cirúrgica e aumentar as chances de uma ressecção R0 (sem doença residual macroscópica).
A linfadenectomia D2 é uma ressecção padronizada e mais extensa dos linfonodos perigástricos e de grupos linfonodais mais distantes, mas ainda regionais, que demonstrou melhorar a sobrevida em pacientes com câncer gástrico avançado.
A quimioterapia adjuvante é indicada para pacientes com doença localmente avançada (estágio II ou III) após ressecção cirúrgica curativa, com o objetivo de eliminar células tumorais residuais e reduzir o risco de recidiva.
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