Adenocarcinoma Gástrico T2 N1 M0: Conduta Terapêutica Ideal

Santa Casa de Alfenas - Casa de Caridade (MG) — Prova 2025

Enunciado

Qual a melhor conduta terapêutica para um paciente de 54 anos, portador de adenocarcinoma gástrico em pequena curvatura, Bormamm 2, localizado a 5 cm da transição esofagogástrica, tipo histológico difuso de Lauren, estadiado como T2 N1 MO?

Alternativas

  1. A) Quimioterapia perioperatória e gastrectomia subtotal com linfadenectomia D2.
  2. B) Gastrectomia subtotal com linfadenectomia D2 e quimioterapia pós operatória.
  3. C) Quimioterapia perioperatória e gastrectomia total com linfadenectomia D2.
  4. D) Gastrectomia total com linfadenectomia D2 e quimiorradioterapia pós operatória.

Pérola Clínica

Adenocarcinoma gástrico T2 N1 M0 (difuso Lauren) → QT perioperatória + gastrectomia total D2.

Resumo-Chave

Para adenocarcinoma gástrico T2 N1 M0, especialmente com tipo histológico difuso de Lauren e localização próxima à transição esofagogástrica, a conduta padrão é a quimioterapia perioperatória seguida de gastrectomia total com linfadenectomia D2.

Contexto Educacional

O adenocarcinoma gástrico é uma neoplasia maligna com alta morbimortalidade, e seu tratamento é complexo e multidisciplinar, guiado pelo estadiamento. O estadiamento T2 N1 M0 indica um tumor que invade a muscular própria ou subserosa, com metástase em 1 a 2 linfonodos regionais, sem metástases à distância, classificando-o como localmente avançado. Para tumores gástricos localmente avançados (T2 N+ ou T3/T4), a quimioterapia perioperatória (pré e pós-operatória) é a estratégia preferencial, conforme diretrizes internacionais. Ela visa reduzir o tamanho do tumor (downstaging), tratar micrometástases e melhorar a ressecabilidade e o prognóstico, sendo superior à cirurgia isolada. A escolha entre gastrectomia total ou subtotal depende da localização do tumor. Lesões na pequena curvatura próximas à transição esofagogástrica (como no caso) geralmente exigem gastrectomia total para garantir margens cirúrgicas livres adequadas. A linfadenectomia D2 é o padrão ouro, removendo os linfonodos dos grupos perigástricos e ao longo das artérias principais, essencial para um estadiamento preciso e controle oncológico, especialmente em tumores do tipo difuso de Lauren, que tendem a ser mais agressivos.

Perguntas Frequentes

Qual o papel da quimioterapia perioperatória no adenocarcinoma gástrico T2 N1 M0?

A quimioterapia perioperatória (pré e pós-operatória) visa reduzir o tamanho do tumor (downstaging), tratar micrometástases, melhorar a ressecabilidade e aumentar as chances de cura e sobrevida em tumores localmente avançados.

Por que a gastrectomia total é indicada para tumores próximos à transição esofagogástrica?

A gastrectomia total é necessária para garantir margens cirúrgicas livres de doença, especialmente em tumores localizados na pequena curvatura ou próximos à transição esofagogástrica, minimizando o risco de recidiva local.

O que significa linfadenectomia D2 no tratamento do câncer gástrico?

A linfadenectomia D2 é o padrão ouro para o câncer gástrico, envolvendo a remoção dos linfonodos dos grupos perigástricos (D1) e dos linfonodos ao longo das artérias principais (D2), essencial para um estadiamento preciso e controle oncológico.

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