UFRJ/HUCFF - Hospital Universitário Clementino Fraga Filho (RJ) — Prova 2025
Sobre o estadiamento do adenocarcinoma gástrico, pode-se afirmar que:
Câncer gástrico avançado (≥T2 ou N+) → Laparoscopia obrigatória antes da neoadjuvância.
A laparoscopia estadiadora é essencial para detectar carcinomatose peritoneal oculta em exames de imagem, mudando a conduta em pacientes candidatos a tratamento curativo ou neoadjuvante.
O estadiamento preciso do adenocarcinoma gástrico é o pilar para a escolha terapêutica. A TC de tórax, abdome e pelve é o passo inicial. Para tumores precoces, a ecoendoscopia define se há invasão da submucosa. Para tumores localmente avançados (T3/T4 ou N+), a tendência atual é a quimioterapia perioperatória. Nesse cenário, a laparoscopia estadiadora com lavado peritoneal é mandatória, pois a TC falha em detectar metástases peritoneais em até 20-30% dos casos. A presença de células neoplásicas no lavado ou pequenos implantes peritoneais classifica o paciente como estádio IV, alterando o objetivo do tratamento de curativo para paliativo.
É indicada em pacientes com tumores potencialmente ressecáveis (cT2 ou superior ou N+) para excluir metástases peritoneais ou citologia oncótica positiva, o que contraindicaria a cirurgia curativa imediata.
A ecoendoscopia (EUS) é o melhor método para avaliar a profundidade da invasão tumoral na parede gástrica (T) e a presença de linfonodos perigástricos (N), fundamental em tumores precoces.
Não é rotina. Sua sensibilidade é baixa para o subtipo difuso (células em anel de sinete). É mais útil na detecção de metástases à distância não esclarecidas por outros métodos no subtipo intestinal.
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