FELUMA/FCM-MG - Fundação Educacional Lucas Machado - Ciências Médicas (MG) — Prova 2024
Paciente do sexo masculino, 55 anos, com diagnóstico de úlcera duodenal, apresentase em serviço de endoscopia para realização de exame de controle após três meses de tratamento com inibidores da bomba de prótons e erradicação de Helicobacter pylori. Durante o exame, é observada uma úlcera gástrica de aspecto séssil, com bordas irregulares e elevada suspeita de malignidade. A biópsia é realizada e evidencia a presença de adenocarcinoma gástrico. Diante deste caso clínico, qual a conduta mais apropriada em relação à prescrição de antibióticos, antivirais e antifúngicos?
Adenocarcinoma gástrico confirmado → Tratamento primário é cirúrgico, sem indicação de ATB/antivirais/antifúngicos.
Uma vez confirmado o adenocarcinoma gástrico por biópsia, o tratamento primário é cirúrgico, visando a ressecção completa do tumor. Não há indicação para uso de antibióticos, antivirais ou antifúngicos como tratamento direto para o câncer gástrico.
O diagnóstico de úlcera gástrica com suspeita de malignidade exige biópsias múltiplas para confirmação histopatológica. A presença de adenocarcinoma gástrico altera drasticamente a abordagem terapêutica, que passa de um tratamento clínico para úlceras benignas para uma estratégia oncológica complexa. É fundamental diferenciar a úlcera duodenal (geralmente benigna e associada a H. pylori) da úlcera gástrica, que tem maior risco de malignidade. Uma vez confirmado o adenocarcinoma gástrico, o tratamento primário e curativo é a ressecção cirúrgica, que pode envolver gastrectomia parcial ou total, juntamente com linfadenectomia. A decisão sobre a extensão da cirurgia e a necessidade de terapias adjuvantes (quimioterapia e/ou radioterapia) depende do estadiamento da doença, incluindo a profundidade de invasão, o envolvimento linfonodal e a presença de metástases à distância. Nesse cenário, a prescrição de antibióticos, antivirais ou antifúngicos não tem papel no tratamento direto do adenocarcinoma gástrico. Embora a infecção por Helicobacter pylori seja um fator de risco conhecido para o desenvolvimento de câncer gástrico, sua erradicação não trata o câncer já estabelecido. O foco principal é a remoção do tumor e o controle da doença oncológica.
Úlceras malignas tendem a ter bordas irregulares, elevadas, e um fundo necrótico ou infiltrado. A biópsia é essencial para a diferenciação definitiva.
A erradicação de H. pylori reduz o risco de desenvolvimento de câncer gástrico, mas não trata um câncer já estabelecido. É uma medida de prevenção primária.
Quimioterapia e radioterapia podem ser utilizadas como adjuvantes (pós-cirurgia), neoadjuvantes (pré-cirurgia) ou paliativas, dependendo do estadiamento e das condições do paciente.
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