IAMSPE/HSPE - Instituto de Assistência Médica ao Servidor Público - Hospital do Servidor (SP) — Prova 2023
As lesões tumorais da transição esofagogástrica são mais comumente
Adenocarcinoma é o tipo histológico mais comum em tumores da transição esofagogástrica, associado a Esôfago de Barrett.
Os tumores da transição esofagogástrica são predominantemente adenocarcinomas, cuja incidência tem aumentado, especialmente em associação com o esôfago de Barrett e a doença do refluxo gastroesofágico.
Os tumores da transição esofagogástrica (JEG) representam um grupo heterogêneo de neoplasias que surgem na junção entre o esôfago e o estômago. A epidemiologia e a histopatologia desses tumores têm mudado significativamente nas últimas décadas. Historicamente, o carcinoma epidermoide era o tipo mais comum de câncer de esôfago em geral. No entanto, a incidência de adenocarcinoma da JEG tem aumentado de forma alarmante em países ocidentais, superando o carcinoma epidermoide nessa região específica. O adenocarcinoma da transição esofagogástrica está fortemente associado ao Esôfago de Barrett, uma condição pré-maligna onde o epitélio escamoso do esôfago é substituído por epitélio colunar metaplásico, geralmente devido à doença do refluxo gastroesofágico crônica. Essa metaplasia pode progredir para displasia e, eventualmente, para adenocarcinoma. Os tumores da JEG são classificados de acordo com a localização em relação à cárdia gástrica (classificação de Siewert), o que influencia a abordagem cirúrgica e o prognóstico. O diagnóstico precoce é desafiador, pois os sintomas (disfagia, perda de peso, dor) geralmente aparecem em estágios avançados. A endoscopia digestiva alta com biópsias é essencial para o diagnóstico e estadiamento. O tratamento é complexo e multidisciplinar, envolvendo cirurgia, quimioterapia e radioterapia, dependendo do estágio da doença. A vigilância de pacientes com Esôfago de Barrett é crucial para a detecção precoce de displasia ou adenocarcinoma.
O carcinoma epidermoide é o tipo mais comum globalmente e está associado a tabagismo e etilismo, afetando predominantemente o esôfago proximal e médio. O adenocarcinoma, por sua vez, tem incidência crescente, afeta o esôfago distal e a junção esofagogástrica, e está fortemente associado ao Esôfago de Barrett e refluxo gastroesofágico.
Esôfago de Barrett é uma condição pré-maligna caracterizada pela metaplasia intestinal do epitélio escamoso estratificado do esôfago distal, geralmente causada por refluxo gastroesofágico crônico. É o principal fator de risco para o desenvolvimento de adenocarcinoma de esôfago e da junção esofagogástrica.
Os principais fatores de risco incluem Esôfago de Barrett, doença do refluxo gastroesofágico crônica, obesidade, tabagismo e dieta rica em gorduras. Diferentemente do carcinoma epidermoide, o etilismo tem um papel menos proeminente.
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