IFF/Fiocruz - Instituto Fernandes Figueira (RJ) — Prova 2022
Em relação ao câncer do esôfago assinale a alternativa CORRETA:
Câncer esôfago: Adenocarcinoma → distal; Carcinoma escamoso → médio/proximal.
O adenocarcinoma de esôfago está fortemente associado ao esôfago de Barrett e refluxo gastroesofágico, sendo mais comum na porção distal. Já o carcinoma de células escamosas está relacionado ao tabagismo e alcoolismo, predominando nas porções média e proximal do esôfago.
O câncer de esôfago é uma neoplasia agressiva com alta mortalidade, sendo o oitavo câncer mais comum no mundo. Existem dois tipos histológicos principais: o carcinoma de células escamosas (CCE) e o adenocarcinoma. A epidemiologia e a distribuição anatômica desses tipos variam significativamente e são importantes para a compreensão da doença. O carcinoma de células escamosas é historicamente o tipo mais comum globalmente, especialmente em regiões da Ásia e África. Está fortemente associado a fatores de risco como tabagismo, consumo excessivo de álcool, dietas pobres em frutas e vegetais, e acalasia. Tende a se desenvolver nas porções média e proximal do esôfago, onde o epitélio escamoso é predominante. O adenocarcinoma, por outro lado, tem visto um aumento de incidência em países ocidentais e está intimamente ligado ao esôfago de Barrett, uma condição pré-maligna resultante da metaplasia intestinal do epitélio esofágico devido ao refluxo gastroesofágico crônico. Este tipo de câncer é mais frequentemente encontrado na porção distal do esôfago, próximo à junção gastroesofágica. O conhecimento dessas localizações e fatores de risco é fundamental para o rastreamento, diagnóstico precoce e manejo adequado.
Os principais fatores de risco para o adenocarcinoma de esôfago incluem esôfago de Barrett, doença do refluxo gastroesofágico crônica, obesidade e tabagismo.
Os principais fatores de risco para o carcinoma de células escamosas de esôfago são o consumo crônico de álcool e tabaco, acalasia, tilose e ingestão de cáusticos.
A localização e o tipo histológico são cruciais para o estadiamento, prognóstico e escolha da estratégia terapêutica, que pode incluir cirurgia, quimioterapia e radioterapia, variando conforme a extensão da doença.
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