Adenocarcinoma de Esôfago: Sinais de Alarme e Diagnóstico

HPP - Hospital Infantil Pequeno Príncipe (PR) — Prova 2025

Enunciado

Paciente masculino, 57 anos, branco, com IMC de 33, história crônica de queixas dispépticas sem tratamento adequado refere início de disfagia para alimentos sólidos que progrediu para alimentos pastosos nos últimos quatro meses. Refere perda de peso de 15 quilos neste período. Assinale o diagnóstico mais provável:

Alternativas

  1. A) Acalasia de esôfago.
  2. B) Carcinoma espinocelular de esôfago.
  3. C) Adenocarcinoma de esôfago.
  4. D) Espasmo esofagiano difuso.

Pérola Clínica

Disfagia progressiva (sólidos → pastosos) + perda de peso + queixas dispépticas crônicas em obeso >50a = Adenocarcinoma de esôfago.

Resumo-Chave

A disfagia progressiva, inicialmente para sólidos e depois para líquidos, associada a perda de peso significativa e sintomas dispépticos crônicos em um paciente de meia-idade com obesidade, são sinais de alarme que sugerem fortemente um carcinoma esofágico, sendo o adenocarcinoma a principal hipótese nesse perfil.

Contexto Educacional

O adenocarcinoma de esôfago é uma neoplasia maligna que tem visto um aumento significativo na incidência em países ocidentais. É fortemente associado ao Esôfago de Barrett, uma complicação da Doença do Refluxo Gastroesofágico (DRGE) crônica, e a fatores de risco como obesidade, tabagismo e sexo masculino. A apresentação clínica clássica inclui disfagia progressiva, que começa com dificuldade para alimentos sólidos e evolui para pastosos e líquidos, devido à obstrução luminal pelo tumor. A perda de peso significativa e inexplicada é um sintoma de alarme crucial, refletindo a dificuldade de ingestão e o estado catabólico da doença. Outros sintomas podem incluir odinofagia, dor retroesternal e anemia. Diante de sintomas de alarme, a investigação deve ser imediata, iniciando com endoscopia digestiva alta com biópsias. O estadiamento é realizado com tomografia computadorizada e PET-CT. O tratamento depende do estágio da doença e pode incluir cirurgia, quimioterapia, radioterapia ou uma combinação dessas modalidades. O reconhecimento precoce dos sintomas de alarme é fundamental para um diagnóstico em estágio tratável e melhor prognóstico.

Perguntas Frequentes

Quais são os principais fatores de risco para adenocarcinoma de esôfago?

Os principais fatores de risco incluem Esôfago de Barrett (complicação da DRGE crônica), obesidade, tabagismo e, em menor grau, dieta. O sexo masculino e a idade avançada também são relevantes.

Como a disfagia progressiva se manifesta no câncer de esôfago?

A disfagia no câncer de esôfago tipicamente começa com dificuldade para engolir alimentos sólidos, progredindo gradualmente para alimentos pastosos e, eventualmente, líquidos, à medida que o tumor obstrui progressivamente o lúmen esofágico.

Quais outros "sinais de alarme" indicam a necessidade de investigação para câncer de esôfago?

Além da disfagia progressiva e perda de peso inexplicada, outros sinais de alarme incluem odinofagia (dor ao engolir), anemia por deficiência de ferro, sangramento gastrointestinal, vômitos persistentes e massa palpável.

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