SURCE - Sistema Único de Residência do Ceará — Prova 2023
Qual das seguintes neoplasias do esôfago vem aumentando drasticamente sua incidência nos últimos 30 anos às custas da elevada prevalência de DRGE, esôfago de Barret e obesidade?
DRGE, Barrett e obesidade → ↑ incidência de Adenocarcinoma de Esôfago.
O adenocarcinoma de esôfago tem mostrado um aumento drástico na incidência, especialmente em países ocidentais. Isso está fortemente associado à metaplasia de Barrett, que é uma complicação da Doença do Refluxo Gastroesofágico (DRGE) crônica. A obesidade é um fator de risco independente para DRGE e, consequentemente, para o Esôfago de Barrett e adenocarcinoma.
O câncer de esôfago é uma neoplasia agressiva com alta mortalidade, sendo a sexta causa mais comum de morte por câncer globalmente. Existem dois tipos histológicos principais: o carcinoma espinocelular (CEC) e o adenocarcinoma (ADC). Enquanto o CEC é historicamente mais prevalente e associado a tabagismo e etilismo, o adenocarcinoma tem visto um aumento dramático na incidência nas últimas décadas, especialmente em países ocidentais. A fisiopatologia do adenocarcinoma de esôfago está intrinsecamente ligada à sequência metaplasia-displasia-carcinoma. A Doença do Refluxo Gastroesofágico (DRGE) crônica leva à exposição prolongada do esôfago distal ao ácido e bile, resultando em Esôfago de Barrett, uma condição pré-maligna onde o epitélio escamoso é substituído por epitélio colunar metaplásico. A obesidade é um fator de risco independente, pois aumenta a pressão intra-abdominal e a frequência de refluxo, além de promover um ambiente inflamatório sistêmico. O diagnóstico precoce é desafiador, e a maioria dos pacientes apresenta-se com doença avançada. O tratamento envolve cirurgia, quimioterapia e radioterapia, dependendo do estágio. A prevenção foca no controle da DRGE, manejo da obesidade e vigilância endoscópica em pacientes com Esôfago de Barrett, visando a detecção e tratamento de displasia antes da progressão para carcinoma invasivo.
A DRGE crônica, com exposição prolongada do epitélio esofágico ao ácido gástrico, pode levar à metaplasia intestinal do epitélio escamoso estratificado, resultando no Esôfago de Barrett, uma condição pré-maligna para adenocarcinoma.
Os principais fatores de risco para o carcinoma espinocelular incluem tabagismo, consumo excessivo de álcool, deficiências nutricionais, acalasia e ingestão de cáusticos, sendo mais comum em regiões asiáticas.
A obesidade aumenta a pressão intra-abdominal, favorecendo o refluxo gastroesofágico e a DRGE. Além disso, a obesidade está associada a estados inflamatórios crônicos e alterações hormonais que podem promover a carcinogênese.
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