Câncer de Endométrio FIGO IA G1: Conduta Pós-Cirúrgica

UNIATENAS - Centro Universitário Atenas (MG) — Prova 2025

Enunciado

Mulher de 61 anos de idade, foi submetida à histerectomia total, salpingooforectomia bilateral por videolaparoscopia. O estudo anatomopatológico mostrou adenocarcinoma endometrioide do endométrio grau I, invadindo 40% do miométrio, sem invasão de colo ou anexos, ausência de sinais de embolização angiolinfática. Qual deve ser a conduta indicada?

Alternativas

  1. A) Seguimento.
  2. B) Complementar o tratamento cirúrgico com linfadenectomia.
  3. C) Tratamento adjuvante com radioterapia.
  4. D) Tratamento adjuvante com quimioterapia e radioterapia.
  5. E) Radioterapia isolada.

Pérola Clínica

Adenocarcinoma endometrioide FIGO IA G1 sem fatores de risco adicionais → seguimento pós-histerectomia.

Resumo-Chave

Para adenocarcinoma endometrioide de endométrio em estágio inicial (FIGO IA, Grau 1), com invasão miometrial limitada (<50%) e ausência de outros fatores de risco (invasão de colo, anexos, embolização), a histerectomia total com salpingooforectomia bilateral é curativa, e o seguimento é a conduta padrão, sem necessidade de terapia adjuvante.

Contexto Educacional

O adenocarcinoma endometrioide do endométrio é o tipo histológico mais comum de câncer uterino, geralmente diagnosticado em mulheres pós-menopausa. O estadiamento é cirúrgico, seguindo as diretrizes da FIGO (Federação Internacional de Ginecologia e Obstetrícia), e é crucial para determinar a conduta pós-operatória. Tumores de baixo grau (Grau 1 e 2) e estágio inicial (FIGO IA) têm um prognóstico excelente, com a cirurgia sendo frequentemente curativa. No caso de um adenocarcinoma endometrioide do endométrio Grau I, com invasão miometrial menor que 50% (Estágio IA), sem invasão de colo ou anexos e ausência de embolização angiolinfática, a histerectomia total com salpingooforectomia bilateral é considerada o tratamento definitivo. Para esses casos de baixo risco, a terapia adjuvante (radioterapia ou quimioterapia) não demonstrou benefício significativo na sobrevida global ou livre de doença e pode aumentar a morbidade para a paciente. Portanto, o seguimento clínico é a conduta mais adequada. Para residentes, é fundamental conhecer os critérios de estadiamento e os fatores de risco para recorrência que justificariam a terapia adjuvante. Fatores como grau histológico elevado (Grau 3), invasão miometrial profunda (≥50%), invasão do espaço linfovascular, envolvimento do colo uterino, ou histologia não endometrioide (ex: seroso, células claras) elevariam o risco e indicariam a necessidade de radioterapia pélvica ou braquiterapia vaginal, e em alguns casos, quimioterapia. A compreensão dessas nuances é vital para a tomada de decisão clínica e para as provas de residência.

Perguntas Frequentes

Quando a terapia adjuvante é indicada para câncer de endométrio?

A terapia adjuvante (radioterapia, quimioterapia ou ambas) é indicada para câncer de endométrio em estágios mais avançados, com invasão miometrial profunda, comprometimento linfonodal, invasão de colo, anexos ou outros fatores de alto risco que aumentam a chance de recorrência.

Qual o estadiamento FIGO para adenocarcinoma endometrioide do endométrio?

O estadiamento FIGO para câncer de endométrio é cirúrgico. Estágio IA refere-se a tumor confinado ao útero com invasão miometrial menor que 50%. Estágio IB é invasão maior ou igual a 50%. Estágios II, III e IV envolvem colo, anexos, linfonodos ou metástases a distância.

Quais os fatores de risco para câncer de endométrio?

Os principais fatores de risco para câncer de endométrio incluem obesidade, diabetes, hipertensão, uso de tamoxifeno, síndrome dos ovários policísticos, nuliparidade, menopausa tardia e terapia de reposição hormonal com estrogênio sem progesterona.

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