Santa Casa de São José dos Campos (SP) — Prova 2024
O tipo histológico mais comum do câncer de endométrio é:
Câncer de endométrio: Adenocarcinoma endometrioide é o tipo histológico mais comum (80-90%).
O adenocarcinoma endometrioide representa a vasta maioria dos casos de câncer de endométrio, sendo frequentemente associado a hiperestrogenismo e tendo um prognóstico relativamente favorável quando diagnosticado precocemente. É crucial para o manejo e estratificação de risco.
O câncer de endométrio é a neoplasia ginecológica mais comum em países desenvolvidos, com a maioria dos casos ocorrendo em mulheres na pós-menopausa. O tipo histológico mais prevalente é o adenocarcinoma endometrioide, que corresponde a 80-90% dos casos e é classicamente associado a fatores de risco relacionados ao hiperestrogenismo. A compreensão da epidemiologia e dos fatores de risco é fundamental para a prevenção e o diagnóstico precoce. A fisiopatologia do adenocarcinoma endometrioide tipo I (o mais comum) está ligada à exposição prolongada e desequilibrada ao estrogênio, que leva à hiperplasia endometrial e, subsequentemente, à transformação maligna. O diagnóstico é estabelecido por biópsia endometrial, e a estadificação cirúrgica é essencial para determinar a extensão da doença e planejar o tratamento. A suspeita deve surgir em qualquer mulher com sangramento uterino anormal, especialmente após a menopausa. O tratamento primário para o câncer de endométrio é cirúrgico, envolvendo histerectomia total, salpingo-ooforectomia bilateral e, em muitos casos, linfadenectomia pélvica e para-aórtica. A quimioterapia e a radioterapia podem ser indicadas para estágios mais avançados ou em casos de alto risco de recorrência. O prognóstico é geralmente bom para o adenocarcinoma endometrioide em estágios iniciais, mas piora significativamente com a progressão da doença ou em tipos histológicos mais agressivos.
A identificação do tipo histológico é crucial para determinar o prognóstico e guiar o tratamento, pois tipos como o seroso ou de células claras são mais agressivos que o endometrioide.
Os principais fatores de risco incluem obesidade, diabetes, hipertensão, uso de tamoxifeno, nuliparidade e terapia de reposição hormonal com estrogênio sem progesterona.
O diagnóstico é feito por biópsia endometrial, geralmente guiada por histeroscopia, em pacientes com sangramento uterino anormal, especialmente na pós-menopausa.
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