Adenocarcinoma de Endométrio: Conduta em Estágio Inicial

UNESP/HCFMB - Hospital das Clínicas de Botucatu (SP) — Prova 2020

Enunciado

Mulher de 58 anos, G0P0, apresenta sangramento pós-menopausa recorrente há 7 meses. USG-TV: espessura endometrial 16 mm. Biópsia de endométrio à Pipelle: adenocarcinoma de endométrio do tipo endometrioide, bem diferenciado grau I. RNM: envolvimento de menos de 50% do miométrio. A conduta inicial é

Alternativas

  1. A) histerectomia total intrafascial e salpingooforectomia bilateral.
  2. B) histerectomia total ampliada e linfadenectomia pélvica e paraórtica.
  3. C) histerectomia total intrafascial e oomentectomia.
  4. D) histerectomia total ampliada e salpingooforectomia bilateral.

Pérola Clínica

Adenocarcinoma de endométrio (grau I, <50% invasão miometrial) → Histerectomia total intrafascial + Salpingooforectomia bilateral.

Resumo-Chave

Para adenocarcinoma de endométrio em estágio inicial (grau I, invasão miometrial superficial), a conduta padrão é a histerectomia total com salpingooforectomia bilateral. A linfadenectomia é geralmente reservada para tumores de maior risco ou estadiamento mais avançado.

Contexto Educacional

O adenocarcinoma de endométrio é o câncer ginecológico mais comum em países desenvolvidos, sendo o sangramento pós-menopausa seu principal sintoma. A investigação inicial envolve ultrassonografia transvaginal para avaliar a espessura endometrial e, se alterada, biópsia endometrial para diagnóstico histopatológico. O tipo endometrioide, bem diferenciado (grau I) e com invasão miometrial superficial (< 50%) é considerado de baixo risco e tem um prognóstico favorável. O estadiamento do câncer de endométrio é cirúrgico, e a conduta inicial para casos de baixo risco é a histerectomia total (intrafascial ou extrafascial, dependendo da extensão) e salpingooforectomia bilateral. A remoção dos ovários e tubas é importante devido ao risco de metástases e para eliminar a produção de estrogênio residual. A linfadenectomia pélvica e paraórtica, que aumenta a morbidade cirúrgica, é reservada para casos de maior risco, onde a probabilidade de metástases linfonodais é maior. A decisão de realizar ou não a linfadenectomia é baseada em fatores como grau histológico, tipo histológico, profundidade da invasão miometrial e tamanho tumoral, conforme as diretrizes atuais para otimizar o tratamento e minimizar complicações.

Perguntas Frequentes

Qual a importância da espessura endometrial na investigação do sangramento pós-menopausa?

A espessura endometrial é um marcador importante na investigação do sangramento pós-menopausa. Uma espessura endometrial > 4-5 mm em mulheres pós-menopausa com sangramento é um indicativo para prosseguir com biópsia endometrial, pois aumenta o risco de hiperplasia ou câncer de endométrio.

Quando a linfadenectomia é indicada no câncer de endométrio?

A linfadenectomia pélvica e paraórtica é geralmente indicada em casos de câncer de endométrio com fatores de alto risco, como tumores de alto grau (grau 2 ou 3), tipo histológico não endometrioide, invasão miometrial profunda (> 50%), tamanho tumoral grande ou evidência de metástases em exames de imagem.

Quais são os tipos histológicos mais comuns de câncer de endométrio?

O tipo histológico mais comum de câncer de endométrio é o adenocarcinoma endometrioide, que geralmente está associado a fatores de risco estrogênicos e tem um prognóstico mais favorável. Outros tipos incluem o seroso, células claras e mucinoso, que tendem a ser mais agressivos.

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