SES-GO - Secretaria de Estado de Saúde de Goiás — Prova 2015
Uma mulher de 62 anos, sem filhos, notou corrimento vaginal tingido de sangue, duas vezes no último mês. Seu último ciclo menstrual foi há 14 anos. O exame ginecológico revelou que seu útero tem tamanho normal, sem massa palpável em anexos. Não há erosões ou massas cervicais. O seu índice de massa corporal é de 33. Os antecedentes pessoais mostram que tem hipertensão arterial há 30 anos e diabetes melito do tipo 2. Foi realizada histeroscopia com biópsia. Qual diagnóstico histopatológico tem maior probabilidade de ser encontrado?
Sangramento pós-menopausa + obesidade/DM/nuliparidade → ↑ risco adenocarcinoma de endométrio.
Sangramento uterino pós-menopausa é o sintoma cardinal do câncer de endométrio e deve ser sempre investigado. A paciente apresenta múltiplos fatores de risco para adenocarcinoma de endométrio, como idade avançada, obesidade, diabetes mellitus tipo 2, hipertensão e nuliparidade, todos associados a um estado de hiperestrogenismo.
O adenocarcinoma de endométrio é o tipo mais comum de câncer ginecológico em países desenvolvidos, afetando predominantemente mulheres na pós-menopausa. A idade avançada é um fator de risco importante, e o sintoma cardinal que deve sempre levantar suspeita é o sangramento uterino anormal, especialmente o sangramento pós-menopausa. Qualquer sangramento vaginal após a menopausa deve ser investigado prontamente para excluir malignidade. A fisiopatologia do câncer de endométrio está fortemente ligada ao hiperestrogenismo não oposto pela progesterona. Fatores que contribuem para esse estado incluem obesidade (conversão periférica de androgênios em estrogênios no tecido adiposo), diabetes mellitus tipo 2 e hipertensão arterial, que são componentes da síndrome metabólica. A nuliparidade também é um fator de risco, pois significa menos períodos de anovulação e exposição prolongada ao estrogênio. O diagnóstico definitivo é histopatológico, obtido por biópsia endometrial. A histeroscopia com biópsia dirigida é o método preferencial, pois permite a visualização direta de lesões e a coleta de amostras mais representativas. O tratamento geralmente envolve histerectomia total com salpingooforectomia bilateral, podendo ser complementado com radioterapia ou quimioterapia dependendo do estadiamento e grau histológico.
Os principais fatores de risco incluem obesidade, diabetes mellitus tipo 2, hipertensão arterial, nuliparidade, menarca precoce, menopausa tardia, uso de tamoxifeno e síndrome dos ovários policísticos, todos associados a um estado de hiperestrogenismo prolongado.
O sintoma mais comum e que deve sempre levantar suspeita é o sangramento uterino anormal, especialmente o sangramento pós-menopausa. Em mulheres na pré-menopausa, pode se manifestar como sangramento intermenstrual ou menorragia.
O diagnóstico definitivo é histopatológico, geralmente obtido por biópsia endometrial. A histeroscopia com biópsia dirigida é o método de escolha, permitindo visualização direta da cavidade uterina e coleta de amostras precisas.
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