SMS São José dos Pinhais - Secretaria Municipal de Saúde (PR) — Prova 2015
Paciente de 30 anos, com história de infertilidade, nuligesta, expõe história crônica de oligomenorréia e amenorreia. A ultrassonografia identificou alterações anormais nos ecos estruturais do endométrio. Realizado biopsia do endométrio com diagnostico histopatológico de adenocarcinoma endométrio Grau I. Foi realizado ressonância magnética Nuclear indicando que o câncer está isolado no corpo do útero. A paciente deseja muito ter filhos, com possibilidade pelo profissional de reprodução assistida. Considerando o diagnóstico e vontade da paciente, qual das alternativas abaixo é possivel:
Adenocarcinoma endométrio Grau I em jovem com desejo gestacional → terapia conservadora com progestagênio.
Em pacientes jovens com adenocarcinoma de endométrio Grau I, estágio inicial (restrito ao corpo uterino) e desejo de preservar a fertilidade, a terapia com progestagênio é uma opção conservadora. Essa abordagem busca a regressão tumoral enquanto permite a possibilidade de gestação futura, geralmente com acompanhamento rigoroso.
O adenocarcinoma de endométrio é o câncer ginecológico mais comum em países desenvolvidos, mas sua ocorrência em mulheres jovens, especialmente aquelas com desejo de gestação, levanta desafios terapêuticos significativos. A apresentação clínica de infertilidade, oligomenorreia ou amenorreia em pacientes jovens deve sempre levantar a suspeita, especialmente na presença de fatores de risco como obesidade ou Síndrome dos Ovários Policísticos. O diagnóstico precoce, geralmente por biópsia endometrial, é crucial. Para pacientes jovens com adenocarcinoma de endométrio Grau I, restrito ao corpo uterino (estágio IA), e que expressam forte desejo de preservar a fertilidade, a terapia conservadora com progestagênio de alta dose é uma opção viável. Esta abordagem difere do tratamento padrão, que é a histerectomia radical. O progestagênio atua induzindo a diferenciação e atrofia do endométrio, o que pode levar à regressão do tumor. É fundamental que a paciente seja cuidadosamente selecionada e compreenda os riscos e benefícios dessa abordagem. O manejo conservador exige um acompanhamento rigoroso, com biópsias endometriais seriadas para avaliar a resposta ao tratamento. Após a remissão, a paciente pode ser encaminhada para técnicas de reprodução assistida. É importante ressaltar que, após a conclusão da gestação ou se a paciente não desejar mais engravidar, a histerectomia pode ser considerada para reduzir o risco de recorrência. Este cenário complexo exige uma abordagem multidisciplinar e um conhecimento aprofundado das opções terapêuticas para residentes e profissionais da área.
Os critérios incluem adenocarcinoma de endométrio Grau I, estágio inicial (restrito ao endométrio, sem invasão miometrial profunda), ausência de metástases, desejo de preservar a fertilidade e ausência de contraindicações à terapia hormonal. A paciente deve ser bem orientada sobre os riscos e a necessidade de acompanhamento rigoroso.
A terapia com progestagênio (como acetato de medroxiprogesterona ou megestrol) visa induzir a diferenciação das células endometriais, levando à regressão do tumor. É administrada em altas doses por um período prolongado, com reavaliações periódicas por biópsia para monitorar a resposta.
Os riscos incluem a persistência ou recorrência da doença, e a possibilidade de progressão. O acompanhamento é rigoroso, com biópsias endometriais seriadas (a cada 3-6 meses) e exames de imagem para monitorar a resposta ao tratamento e detectar qualquer sinal de progressão ou recorrência.
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