Adenocarcinoma de Pâncreas: Diagnóstico e Conduta Cirúrgica

HR Presidente Prudente - Hospital Regional de Presidente Prudente (SP) — Prova 2023

Enunciado

Homem, 73 anos, com queixa de dor lombar de forte intensidade há três meses e diagnóstico recente de Diabetes Mellitus, foi submetido a uma tomografia de abdome que demonstra lesão sólida heterogênea em cabeça de pâncreas de 2,5 cm e dilatação do ducto pancreático principal (7,0 mm), sem outros achados (sem evidência de envolvimento da veia mesentérica superior ou da veia porta (i. e., sem fixação, distorção, trombo ou confinamento) e uma superfície gordurosa preservada circundando a artéria mesentérica superior e os ramos da artéria celíaca, incluindo a artéria hepática). No estadiamento, ausência de linfonodos regionais e ausência de metástases. Quais são o provável diagnóstico e a conduta?

Alternativas

  1. A) Neoplasias intraductais mucinosas (IPMN) de ducto principal; observação e ressecção se estigmas de alto risco.
  2. B) Neoplasia papilar mucinosa intra ductal; observação e ressecção se estigmas de alto risco.
  3. C) Adenocarcinoma ductal de pâncreas; pancreatoduodenectomia.
  4. D) Neoplasia cística serosa; observação e ressecção se sintomas.
  5. E) Metástase pancreática de colangiocarcinoma das vias biliares; drenagem da papila com stent por via endoscópica.

Pérola Clínica

Adenocarcinoma de pâncreas → massa sólida + dilatação ductal + DM recente + dor lombar = indicação cirúrgica.

Resumo-Chave

O adenocarcinoma ductal de pâncreas frequentemente se manifesta com dor abdominal/lombar, perda de peso e, em idosos, pode estar associado a um diagnóstico recente de Diabetes Mellitus. A dilatação do ducto pancreático principal e a ausência de invasão vascular ou metástases indicam doença ressecável.

Contexto Educacional

O adenocarcinoma ductal de pâncreas é uma neoplasia agressiva com alta mortalidade, sendo a quarta principal causa de morte por câncer. Geralmente se apresenta em estágios avançados, mas o diagnóstico precoce é crucial para a ressecção curativa. A incidência aumenta com a idade, e fatores de risco incluem tabagismo, pancreatite crônica e, notavelmente, o desenvolvimento recente de Diabetes Mellitus em pacientes idosos, que pode ser uma manifestação paraneoplásica. O diagnóstico é suspeitado por sintomas inespecíficos como dor abdominal/lombar, perda de peso e icterícia. A tomografia computadorizada (TC) de abdome com contraste é o exame de imagem inicial de escolha para estadiamento e avaliação da ressecabilidade. A dilatação do ducto pancreático principal e a presença de uma massa sólida heterogênea na cabeça do pâncreas são achados típicos. A biópsia é necessária para confirmação histopatológica, mas em casos de lesão ressecável, a cirurgia pode ser realizada sem biópsia pré-operatória. A conduta para o adenocarcinoma de pâncreas ressecável é a pancreatoduodenectomia (cirurgia de Whipple), que envolve a remoção da cabeça do pâncreas, duodeno, vesícula biliar e parte do ducto biliar. A quimioterapia adjuvante é recomendada após a cirurgia para melhorar o prognóstico. O estadiamento preciso é fundamental para determinar a ressecabilidade e planejar a melhor abordagem terapêutica.

Perguntas Frequentes

Quais são os sinais de alerta para adenocarcinoma de pâncreas?

Sinais de alerta incluem dor abdominal/lombar persistente, perda de peso inexplicada, icterícia obstrutiva (se na cabeça do pâncreas) e diagnóstico recente de Diabetes Mellitus em idosos.

Qual a importância da dilatação do ducto pancreático principal?

A dilatação do ducto pancreático principal (e/ou do colédoco, conhecido como sinal do duplo ducto) sugere obstrução, frequentemente por uma massa na cabeça do pâncreas, como um adenocarcinoma.

Quando o câncer de pâncreas é considerado ressecável?

O câncer de pâncreas é ressecável quando não há envolvimento vascular significativo (artéria mesentérica superior, veia porta) e ausência de metástases à distância ou linfonodos regionais extensos.

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