Adenocarcinoma de Pâncreas: Diagnóstico e Tratamento Cirúrgico

HOS/BOS - Hospital Oftalmológico de Sorocaba - Banco de Olhos (SP) — Prova 2024

Enunciado

Homem, 68 anos, com queixa de dor lombar há três meses e diagnóstico recente de Diabetes Mellitus, foi submetido a uma tomografia de abdome que demonstrou lesão sólida heterogênea em cabeça de pâncreas de 2,0 cm e dilatação do ducto pancreático principal (0,7 cm) sem outros achados. Complementada a avaliação com tomografia de tórax sem evidência de lesões e avaliação de risco cirúrgico ASAII. O provável diagnóstico e a conduta correta são:

Alternativas

  1. A) IPMN (neoplasia mucinosa intraductal papilar ou intraductal papillary mucinous neoplasm) de ducto principal / observação e ressecção, se houver estigmas de alto risco.
  2. B) Adenocarcinoma ductal de pâncreas / gastroduodenopancreatectomia.
  3. C) Neoplasia cística serosa / observação e ressecção, se houver sintomas.
  4. D) Neoplasia papilar mucinosa intra ductal / observação e ressecção, se houver estigmas de alto risco.
  5. E) Pancreatite cefálica / tratamento de suporte clínico, hormonal e com imunobiológicos.

Pérola Clínica

Massa pancreática + dilatação ductal + DM recente → Adenocarcinoma ductal = Gastroduodenopancreatectomia.

Resumo-Chave

A presença de uma massa sólida na cabeça do pâncreas, associada à dilatação do ducto pancreático principal e, especialmente, ao diagnóstico recente de Diabetes Mellitus em um paciente idoso, é altamente sugestiva de adenocarcinoma ductal. A ausência de metástases à distância indica doença ressecável, sendo a cirurgia de Whipple a conduta padrão.

Contexto Educacional

O adenocarcinoma ductal de pâncreas é uma neoplasia agressiva com alta mortalidade, frequentemente diagnosticada em estágios avançados. A epidemiologia mostra maior incidência em idosos, e fatores de risco incluem tabagismo, pancreatite crônica e diabetes. O diagnóstico precoce é desafiador devido à inespecificidade dos sintomas iniciais, mas é crucial para a possibilidade de cura. A fisiopatologia envolve mutações genéticas que levam à proliferação descontrolada das células ductais pancreáticas. O diagnóstico é suspeitado por sintomas como dor abdominal/lombar, perda de peso, icterícia e novo início de diabetes. Exames de imagem como a tomografia computadorizada são essenciais para localizar a lesão, avaliar sua extensão e determinar a ressecabilidade. A dilatação do ducto pancreático principal é um achado comum. O tratamento curativo para o adenocarcinoma de pâncreas é a ressecção cirúrgica, sendo a gastroduodenopancreatectomia (cirurgia de Whipple) o procedimento padrão para tumores na cabeça do pâncreas. O prognóstico ainda é reservado, mas a cirurgia, combinada com quimioterapia adjuvante, oferece a melhor chance de sobrevida a longo prazo. É fundamental o estadiamento completo para selecionar os pacientes que se beneficiarão da cirurgia.

Perguntas Frequentes

Quais são os sinais de alerta para adenocarcinoma de pâncreas?

Sinais de alerta incluem dor abdominal ou lombar, perda de peso inexplicada, icterícia obstrutiva, e o desenvolvimento recente de diabetes mellitus em adultos mais velhos.

Qual o papel da tomografia no diagnóstico e estadiamento do câncer de pâncreas?

A tomografia de abdome e tórax é crucial para identificar a lesão primária, avaliar a ressecabilidade (envolvimento vascular) e detectar metástases à distância, guiando a decisão terapêutica.

Quando a cirurgia de Whipple (gastroduodenopancreatectomia) é indicada?

A cirurgia de Whipple é indicada para tumores ressecáveis localizados na cabeça do pâncreas, sem evidência de metástases à distância ou invasão vascular extensa que impeça a ressecção completa.

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