FBHC - Fundação de Beneficência Hospital de Cirurgia (SE) — Prova 2020
Paciente, com 47 anos, masculino, foi submetido a uma ressecção endoscópica completa de um pólipo pediculado, na transição retossigmóide. Ao exame histopatológico, é evidenciado um ""adenocarcinoma"" com comprometimento da submucosa. Indique a melhor conduta:
Adenocarcinoma em pólipo pediculado com invasão submucosa → Retossigmoidectomia com linfadenectomia devido ao risco de metástase linfonodal.
A presença de adenocarcinoma com comprometimento da submucosa em um pólipo pediculado, mesmo após ressecção endoscópica completa, indica um risco significativo de metástase linfonodal. Nesses casos, a conduta padrão é a ressecção cirúrgica oncológica com linfadenectomia para estadiamento e tratamento adequado.
A detecção e ressecção de pólipos colorretais são fundamentais na prevenção do câncer colorretal (CCR). No entanto, alguns pólipos podem já conter um adenocarcinoma, sendo classificados como pólipos malignos. A avaliação histopatológica pós-polipectomia é crucial para determinar a conduta subsequente, especialmente quando há invasão da submucosa. Quando um adenocarcinoma é evidenciado com comprometimento da submucosa em um pólipo pediculado, mesmo após ressecção endoscópica completa, a decisão terapêutica torna-se mais complexa. A invasão da submucosa é um marco importante, pois essa camada contém vasos linfáticos e sanguíneos, conferindo um risco significativo de metástase para os linfonodos regionais. Este risco não é desprezível e exige uma abordagem mais agressiva. Nesse cenário, a conduta mais apropriada é a ressecção cirúrgica oncológica, que inclui a retossigmoidectomia (remoção do segmento do cólon ou reto afetado) com linfadenectomia (remoção dos linfonodos regionais). Essa abordagem permite um estadiamento preciso da doença, identificando a presença de metástases linfonodais, e oferece o melhor controle oncológico. A atitude expectante ou apenas a quimioterapia adjuvante sem a ressecção cirúrgica não seriam adequadas devido ao risco de doença residual e metástase.
A polipectomia pode ser definitiva se a invasão submucosa for superficial (Haggitt 1 ou 2), não houver invasão linfovascular, o tumor for bem diferenciado, as margens de ressecção estiverem livres e o pólipo for completamente removido.
A submucosa contém vasos linfáticos e sanguíneos, e sua invasão pelo adenocarcinoma aumenta significativamente o risco de metástase para linfonodos regionais, exigindo uma ressecção cirúrgica mais radical.
A linfadenectomia é crucial para o estadiamento preciso da doença (determinar se há metástase linfonodal) e para a remoção de linfonodos potencialmente comprometidos, o que impacta diretamente o prognóstico e a necessidade de terapia adjuvante.
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