HEETSHL - Hospital de Emergência e Trauma Senador Humberto Lucena (PB) — Prova 2020
Sobre o Adenocarcinoma Colorretal, assinale alternativa FALSA:
Quimioterapia adjuvante em CCR Estágio II é seletiva, não indicada sempre.
A indicação de quimioterapia adjuvante para pacientes com Adenocarcinoma Colorretal Estágio II não é universal. Ela é considerada em casos de alto risco, como invasão linfovascular, margens comprometidas, T4, ou baixa diferenciação, devido ao benefício marginal e aos potenciais efeitos adversos.
O Adenocarcinoma Colorretal (CCR) é uma das neoplasias mais comuns e uma das principais causas de morte por câncer globalmente. Sua incidência aumenta significativamente com a idade, sendo o fator de risco isolado mais importante. A detecção precoce e o estadiamento preciso são cruciais para o planejamento terapêutico e o prognóstico. No momento do diagnóstico, aproximadamente 20% dos pacientes já apresentam metástases hepáticas, que são as metástases mais comuns. Os sintomas do CCR são variados e dependem da localização do tumor, mas dor abdominal, alteração do hábito intestinal e hematoquezia são queixas frequentes. A anemia por deficiência de ferro em adultos deve sempre levantar a suspeita de CCR. O tratamento do CCR é multimodal, envolvendo cirurgia, quimioterapia e, por vezes, radioterapia. Para pacientes no Estágio II da doença, a cirurgia é o pilar do tratamento. A indicação de quimioterapia adjuvante no Estágio II é controversa e não é universal. Ela é reservada para pacientes com características de alto risco de recidiva, como invasão linfovascular, margens cirúrgicas comprometidas, tumor T4 (invasão da superfície visceral do peritônio ou órgãos adjacentes) ou diferenciação histológica pobre, pois o benefício é marginal em pacientes de baixo risco e deve-se ponderar os efeitos adversos da quimioterapia.
Os principais fatores de risco incluem idade avançada (>50 anos), histórico familiar de câncer colorretal ou pólipos, doenças inflamatórias intestinais (colite ulcerativa, doença de Crohn), síndromes genéticas (polipose adenomatosa familiar, síndrome de Lynch), dieta rica em carne vermelha e processados, obesidade e sedentarismo.
Os sintomas mais frequentes incluem alteração do hábito intestinal (diarreia ou constipação), sangramento nas fezes (hematoquezia ou melena), dor abdominal, anemia por deficiência de ferro, perda de peso inexplicada e fadiga.
A quimioterapia adjuvante no Estágio II é considerada para pacientes com características de alto risco, como invasão linfovascular ou perineural, margens cirúrgicas positivas, tumor T4, diferenciação histológica pobre, ou número insuficiente de linfonodos examinados (<12).
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo