Multivix - Faculdade Multivix Vitória (ES) — Prova 2025
Uma mulher de 62 anos, previamente hígida, é diagnosticada com adenocarcinoma de cólon sigmoide após colonoscopia de rastreamento. A tomografia computadorizada de abdome e pelve não evidencia metástases, mas há espessamento segmentar do cólon sigmoide com linfonodos mesentéricos aumentados. O estadiamento clínico é T3N1M0. A paciente não apresenta sinais de obstrução ou perfuração e está clinicamente estável. Qual é a abordagem cirúrgica mais apropriada para esta paciente?
Adenocarcinoma cólon sigmoide T3N1M0 sem obstrução → Colectomia parcial + linfadenectomia regional + anastomose primária.
Para câncer de cólon sigmoide em estágio T3N1M0 sem complicações agudas, a cirurgia curativa envolve a ressecção do segmento afetado do cólon, juntamente com os linfonodos regionais para estadiamento e controle oncológico, seguida de anastomose primária para restaurar a continuidade intestinal.
O adenocarcinoma de cólon sigmoide é uma neoplasia maligna comum do trato gastrointestinal, com incidência crescente globalmente. O estadiamento preciso, baseado na classificação TNM (Tumor, Nódulo, Metástase), é crucial para determinar a estratégia terapêutica e o prognóstico. A detecção precoce através de rastreamento é fundamental para melhorar os resultados. Em casos de câncer de cólon estadiado como T3N1M0, sem sinais de obstrução ou perfuração, a cirurgia é a principal modalidade de tratamento com intenção curativa. O objetivo é remover o tumor primário e os linfonodos regionais para controlar a doença local e regional. A avaliação pré-operatória com tomografia computadorizada é essencial para descartar metástases à distância. A abordagem cirúrgica mais apropriada é a colectomia parcial (ou segmentar), que envolve a ressecção do segmento do cólon afetado, juntamente com o mesocólon correspondente contendo os linfonodos regionais (linfadenectomia). A reconstrução da continuidade intestinal é geralmente realizada através de uma anastomose primária. Esta técnica oferece o melhor controle oncológico com menor morbidade comparada a ressecções mais extensas.
T3 indica que o tumor invadiu a camada muscular própria e/ou tecidos pericólicos não peritonealizados; N1 significa metástase em 1 a 3 linfonodos regionais; M0 indica ausência de metástase à distância.
A colectomia parcial é suficiente para garantir margens oncológicas adequadas e remover linfonodos regionais, preservando o máximo de cólon possível e evitando uma ileostomia definitiva desnecessária.
A ressecção endoscópica é considerada para lesões muito precoces, como pólipos malignos com baixo risco de metástase linfonodal (T1 bem diferenciado, sem invasão linfovascular, margens livres).
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