SMS-RJ - Secretaria Municipal de Saúde do Rio de Janeiro — Prova 2024
A metástase do adenocarcinoma de cólon ocorre principalmente para o:
Adenocarcinoma de cólon → Drenagem Portal → Fígado (principal sítio metastático).
A circulação venosa do cólon drena obrigatoriamente para o sistema porta, tornando o fígado o primeiro filtro e o local mais comum de disseminação hematogênica.
O adenocarcinoma colorretal (CCR) é uma das neoplasias malignas mais incidentes no mundo. O padrão de disseminação metastática é um componente essencial do estadiamento TNM (estágio IV quando há metástase à distância). Cerca de 20% dos pacientes já apresentam metástases hepáticas no momento do diagnóstico (síncronas), e outros 25% as desenvolverão ao longo da doença (metacrônicas). O conhecimento de que o fígado é o sítio primário de metástases orienta todo o protocolo de estadiamento, que obrigatoriamente inclui exames de imagem do abdome superior. Atualmente, a presença de metástases hepáticas não significa necessariamente incurabilidade; avanços na cirurgia hepatobiliar e na quimioterapia de conversão permitem que muitos pacientes com doença limitada ao fígado sejam submetidos a ressecções com intenção curativa.
A predominância de metástases hepáticas no adenocarcinoma de cólon deve-se à anatomia vascular. O sangue venoso do cólon é drenado pelas veias mesentéricas superior e inferior, que se unem para formar a veia porta. Todo esse fluxo sanguíneo passa obrigatoriamente pelo fígado antes de atingir a circulação sistêmica. O fígado funciona como um filtro capilar denso, onde as células tumorais que se desprendem do tumor primário ficam retidas e encontram um microambiente favorável ao crescimento.
Sim. Enquanto o cólon drena quase exclusivamente para o sistema porta (fígado), o reto possui uma drenagem venosa mista. O reto superior drena para a veia mesentérica inferior (sistema porta), mas o reto médio e inferior drenam para as veias ilíacas internas, que desembocam na veia cava inferior (circulação sistêmica). Por isso, tumores de reto baixo podem apresentar metástases pulmonares isoladas, sem passar pelo fígado.
O Antígeno Carcinoembrionário (CEA) é um marcador tumoral utilizado principalmente no seguimento pós-operatório. Embora não sirva para o diagnóstico inicial devido à baixa especificidade, uma elevação nos níveis de CEA em um paciente previamente tratado sugere fortemente a recorrência da doença ou o desenvolvimento de metástases, frequentemente hepáticas, motivando a realização de exames de imagem como TC ou PET-CT.
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