SMS-SP - Secretaria Municipal de Saúde de São Paulo — Prova 2024
Um paciente de 55 anos de idade apresenta-se com dor abdominal crônica, sangramento retal e alteração no hábito intestinal, incluindo diarreia intercalada com constipação. Após a investigação, uma colonoscopia revelou uma lesão polipoide no cólon descendente, que foi biopsiada e confirmada como adenocarcinoma de cólon. A avaliação pré-operatória não demonstrou metástases a distância. Qual é o tratamento cirúrgico mais apropriado para esse paciente?
Tumor em cólon descendente → Hemicolectomia esquerda com ligadura da artéria mesentérica inferior e anastomose primária.
O tratamento padrão para o câncer de cólon descendente não metastático é a hemicolectomia esquerda oncológica, que garante margens de segurança e linfadenectomia regional adequada.
O adenocarcinoma de cólon é uma das neoplasias mais comuns e o tratamento cirúrgico permanece como o pilar curativo para doença localizada. A técnica baseia-se na ressecção em bloco do segmento intestinal acometido juntamente com seu respectivo mesocólon, onde se localizam os linfonodos de drenagem. No caso do cólon descendente, a vascularização depende da artéria mesentérica inferior. A preservação da arcada marginal de Riolan e da artéria cólica média (ramo da mesentérica superior) é crucial para garantir a viabilidade da anastomose entre o cólon transverso e o reto superior. O avanço da cirurgia minimamente invasiva (laparoscópica e robótica) tem proporcionado recuperação mais rápida com resultados oncológicos equivalentes à via aberta.
A hemicolectomia esquerda oncológica envolve a ressecção do terço distal do cólon transverso, flexura esplênica, cólon descendente e cólon sigmoide, com a ligadura da artéria mesentérica inferior na sua origem na aorta.
Para um estadiamento oncológico adequado e garantia de radicalidade, as diretrizes internacionais recomendam a análise de, no mínimo, 12 linfonodos na peça cirúrgica da colectomia.
A anastomose primária pode ser evitada em situações de instabilidade hemodinâmica grave, peritonite fecal generalizada, desnutrição extrema ou obstrução intestinal aguda com cólon muito dilatado e friável, optando-se pela cirurgia de Hartmann.
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