Tratamento Cirúrgico do Adenocarcinoma de Cólon Descendente

SMS-SP - Secretaria Municipal de Saúde de São Paulo — Prova 2024

Enunciado

Um paciente de 55 anos de idade apresenta-se com dor abdominal crônica, sangramento retal e alteração no hábito intestinal, incluindo diarreia intercalada com constipação. Após a investigação, uma colonoscopia revelou uma lesão polipoide no cólon descendente, que foi biopsiada e confirmada como adenocarcinoma de cólon. A avaliação pré-operatória não demonstrou metástases a distância. Qual é o tratamento cirúrgico mais apropriado para esse paciente?

Alternativas

  1. A) Colectomia subtotal com ileostomia definitiva
  2. B) Colectomia total com anastomose coloanal
  3. C) Hemicolectomia direita com ileostomia
  4. D) Hemicolectomia esquerda com anastomose colorretal
  5. E) Ressecção local do tumor com margens amplas

Pérola Clínica

Tumor em cólon descendente → Hemicolectomia esquerda com ligadura da artéria mesentérica inferior e anastomose primária.

Resumo-Chave

O tratamento padrão para o câncer de cólon descendente não metastático é a hemicolectomia esquerda oncológica, que garante margens de segurança e linfadenectomia regional adequada.

Contexto Educacional

O adenocarcinoma de cólon é uma das neoplasias mais comuns e o tratamento cirúrgico permanece como o pilar curativo para doença localizada. A técnica baseia-se na ressecção em bloco do segmento intestinal acometido juntamente com seu respectivo mesocólon, onde se localizam os linfonodos de drenagem. No caso do cólon descendente, a vascularização depende da artéria mesentérica inferior. A preservação da arcada marginal de Riolan e da artéria cólica média (ramo da mesentérica superior) é crucial para garantir a viabilidade da anastomose entre o cólon transverso e o reto superior. O avanço da cirurgia minimamente invasiva (laparoscópica e robótica) tem proporcionado recuperação mais rápida com resultados oncológicos equivalentes à via aberta.

Perguntas Frequentes

Quais os limites da ressecção na hemicolectomia esquerda?

A hemicolectomia esquerda oncológica envolve a ressecção do terço distal do cólon transverso, flexura esplênica, cólon descendente e cólon sigmoide, com a ligadura da artéria mesentérica inferior na sua origem na aorta.

Quantos linfonodos devem ser analisados na peça cirúrgica?

Para um estadiamento oncológico adequado e garantia de radicalidade, as diretrizes internacionais recomendam a análise de, no mínimo, 12 linfonodos na peça cirúrgica da colectomia.

Quando a anastomose primária é contraindicada?

A anastomose primária pode ser evitada em situações de instabilidade hemodinâmica grave, peritonite fecal generalizada, desnutrição extrema ou obstrução intestinal aguda com cólon muito dilatado e friável, optando-se pela cirurgia de Hartmann.

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