UERJ/HUPE - Hospital Universitário Pedro Ernesto (RJ) — Prova 2025
O achado perioperatório que contraindica a ressecção cirúrgica do adenocarcinoma de cabeça de pâncreas é:
Linfonodo no tronco celíaco no CA de cabeça de pâncreas = Doença M1 (Irressecável).
O acometimento de linfonodos fora da bacia de drenagem regional imediata (como o tronco celíaco para tumores de cabeça) é considerado metástase à distância, contraindicando a cirurgia curativa.
O estadiamento do adenocarcinoma de pâncreas é crucial para definir a conduta. A ressecabilidade é classificada em: ressecável, borderline, localmente avançado ou metastático. O envolvimento linfonodal além das estações regionais (como tronco celíaco para tumores cefálicos ou artéria hepática para tumores de corpo/cauda) é tecnicamente classificado como metástase (M1). Durante a laparotomia estadiadora ou a própria cirurgia, a palpação ou biópsia de congelação de linfonodos suspeitos no tronco celíaco é um passo fundamental. Se confirmada a malignidade, a ressecção é abortada para evitar a morbidade de um procedimento de grande porte em um cenário de doença incurável.
Para o adenocarcinoma de cabeça de pâncreas, os linfonodos localizados ao redor do tronco celíaco são considerados linfonodos de terceira ordem ou distantes (M1). A presença de metástase linfonodal nessa região indica doença sistêmica, onde a ressecção cirúrgica agressiva (como a duodenopancreatectomia) não oferece benefício de sobrevida global, sendo preferido o tratamento paliativo ou quimioterapia neoadjuvante.
São considerados ressecáveis os linfonodos regionais (N1), que incluem os linfonodos ao longo da borda do pâncreas, duodeno, veia porta e artéria hepática comum. A invasão desses linfonodos não impede a cirurgia, desde que possam ser removidos em bloco com o espécime cirúrgico.
Não necessariamente. A invasão do duodeno ou estômago distal é comum no câncer de cabeça de pâncreas e esses órgãos são removidos rotineiramente na cirurgia de Whipple. A contraindicação absoluta ocorre na invasão de grandes vasos arteriais (tronco celíaco, artéria mesentérica superior) ou metástases à distância (fígado, peritônio, linfonodos distantes).
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