SES-PE - Secretaria de Estado de Saúde de Pernambuco — Prova 2020
Homem, 58 anos, submetido à duodenopancreatectomia por adenocarcinoma de cabeça de pâncreas de 2,3 cm. A tomografia computadorizada abaixo é do paciente da questão 22. Identifique a estrutura assinalada com a seta que é de importância para a avaliação cirúrgica do caso.
Adenocarcinoma de cabeça de pâncreas: colédoco é estrutura chave na avaliação pré-operatória e ressecabilidade.
Na avaliação pré-operatória do adenocarcinoma de cabeça de pâncreas, a identificação do colédoco é fundamental. A compressão ou invasão do colédoco pelo tumor é comum, levando à icterícia obstrutiva, e sua relação com o tumor e estruturas vasculares adjacentes (como a veia mesentérica superior) determina a ressecabilidade e a estratégia cirúrgica na duodenopancreatectomia (cirurgia de Whipple).
O adenocarcinoma de cabeça de pâncreas é uma neoplasia agressiva com prognóstico reservado, sendo a duodenopancreatectomia (cirurgia de Whipple) a única opção curativa para tumores ressecáveis. A avaliação pré-operatória por tomografia computadorizada (TC) ou ressonância magnética é essencial para determinar a extensão da doença e a ressecabilidade. Nesse contexto, a identificação e avaliação do colédoco são de suma importância. O colédoco, que transporta a bile do fígado e vesícula biliar para o duodeno, passa pela cabeça do pâncreas. Tumores nessa região frequentemente causam compressão ou invasão do colédoco, resultando em dilatação das vias biliares e icterícia obstrutiva, um sinal clínico comum. A relação anatômica do tumor com o colédoco e, crucialmente, com as estruturas vasculares adjacentes (como a veia mesentérica superior e a artéria mesentérica superior) é o principal fator que define a ressecabilidade. A invasão vascular torna o tumor irressecável ou exige ressecções vasculares complexas. Portanto, a correta identificação do colédoco na imagem é um passo fundamental na avaliação cirúrgica e no planejamento do tratamento.
O colédoco é crucial porque tumores na cabeça do pâncreas frequentemente o comprimem ou invadem, causando icterícia obstrutiva. Sua relação com o tumor e vasos adjacentes é determinante para a ressecabilidade cirúrgica.
A duodenopancreatectomia (cirurgia de Whipple) é um procedimento complexo para remover a cabeça do pâncreas, duodeno, parte do estômago, vesícula biliar e colédoco distal. É indicada para tumores ressecáveis da cabeça do pâncreas, ampola de Vater, duodeno e colédoco distal.
Além do colédoco, a relação do tumor com a veia mesentérica superior, artéria mesentérica superior, veia porta e artéria hepática é fundamental para determinar a ressecabilidade e planejar a abordagem cirúrgica.
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