Santa Casa de Alfenas - Casa de Caridade (MG) — Prova 2015
Resultado do anatomopatológico de pós operatório de apendicectomia revela adenocarcinoma de apêndice cecal, com 0,9 cm de extensão, poupando a base e a serosa do apêndice. Qual é a melhor conduta?
Adenocarcinoma de apêndice, mesmo pequeno e localizado → hemicolectomia direita devido ao risco de doença residual e linfonodal.
Mesmo um adenocarcinoma de apêndice pequeno e aparentemente localizado, como o descrito, requer uma hemicolectomia direita. Isso se deve ao alto risco de doença residual microscópica, metástases linfonodais e à natureza agressiva desses tumores, que muitas vezes não são completamente erradicados pela apendicectomia isolada.
O adenocarcinoma de apêndice cecal é uma neoplasia rara, mas com potencial agressivo, que muitas vezes é diagnosticada incidentalmente após uma apendicectomia por apendicite aguda. Embora o tumor descrito seja pequeno (0,9 cm) e poupe a base e a serosa, a natureza histológica de adenocarcinoma exige uma abordagem mais radical devido ao risco significativo de doença residual e metástases linfonodais. A apendicectomia simples é considerada curativa apenas para tumores neuroendócrinos pequenos (<1-2 cm) ou para adenomas mucinosos sem invasão. Para adenocarcinomas, o tratamento padrão é a hemicolectomia direita. Este procedimento garante margens cirúrgicas adequadas e a ressecção dos linfonodos regionais, o que é crucial para o estadiamento preciso e para a erradicação da doença. A decisão pela hemicolectomia direita é baseada em diretrizes oncológicas que visam maximizar as chances de cura e prevenir a recorrência. O acompanhamento pós-operatório com estadiamento e marcadores tumorais é essencial para monitorar a evolução do paciente.
A apendicectomia isolada pode não garantir margens livres adequadas e não aborda o risco de metástases linfonodais regionais, que são comuns mesmo em tumores pequenos e aparentemente localizados.
Fatores como o tipo histológico (adenocarcinoma), tamanho do tumor, invasão da serosa ou base do apêndice, e o status linfonodal são cruciais. Para adenocarcinomas, a hemicolectomia direita é geralmente o padrão.
O estadiamento tomográfico e colonoscópico é fundamental para avaliar a extensão da doença. Marcadores como o CEA podem ser úteis no acompanhamento pós-operatório para detectar recorrência.
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