CCG - Centro de Cirurgia Geral (MS) — Prova 2015
Paciente, 59 anos, sexo masculino, apresentou dor epigástrica inicial localizando- se posteriormente em fossa ilíaca direita. Ao exame físico, mostrava dor à descompressão brusca na fossa ilíaca D. Foi submetido à apendicectomia clássica, e o laudo histopatológico revelou tratar-se de adenocarcinoma invasivo mucinoso do apêndice. A conduta mais adequada, neste caso, é:
Adenocarcinoma invasivo mucinoso de apêndice → hemicolectomia direita para ressecção oncológica adequada.
A descoberta incidental de adenocarcinoma invasivo mucinoso do apêndice após apendicectomia simples requer uma reintervenção cirúrgica mais radical. A hemicolectomia direita é a conduta padrão para garantir margens cirúrgicas adequadas e linfadenectomia, visando o controle oncológico da doença.
O adenocarcinoma do apêndice cecal é uma neoplasia rara, muitas vezes diagnosticada incidentalmente após uma apendicectomia realizada por suspeita de apendicite aguda. A apresentação clínica é inespecífica, mimetizando a apendicite, o que dificulta o diagnóstico pré-operatório. A histopatologia é, portanto, essencial para a confirmação e classificação do tumor. Uma vez confirmado o diagnóstico de adenocarcinoma invasivo, especialmente o tipo mucinoso, a apendicectomia simples é considerada insuficiente como tratamento definitivo. A fisiopatologia desses tumores envolve um potencial de disseminação linfática e peritoneal, exigindo uma abordagem cirúrgica mais radical. A hemicolectomia direita é a conduta padrão, pois permite a ressecção de uma porção maior do cólon direito, incluindo o ceco e o apêndice, juntamente com a linfadenectomia regional, que é crucial para o estadiamento e o controle oncológico da doença. O prognóstico e o tratamento subsequente dependem do estadiamento da doença, que pode incluir quimioterapia adjuvante. É vital que o residente reconheça a diferença entre a apendicectomia para apendicite e a necessidade de uma cirurgia oncológica mais extensa para o adenocarcinoma apendicular, a fim de oferecer o melhor cuidado ao paciente e evitar a progressão da doença.
Após o diagnóstico histopatológico de adenocarcinoma invasivo do apêndice, a conduta inicial geralmente envolve a realização de exames de estadiamento e, na maioria dos casos, uma reintervenção cirúrgica para hemicolectomia direita.
A hemicolectomia direita é indicada para garantir a ressecção completa do tumor com margens oncológicas adequadas, incluindo a remoção dos linfonodos regionais, o que é crucial para o estadiamento e o controle da doença.
Os tumores do apêndice incluem carcinoides (geralmente tratados com apendicectomia se pequenos e na ponta), adenomas mucinosos (que podem evoluir para pseudomixoma peritoneal) e adenocarcinomas (que exigem ressecção oncológica mais ampla, como hemicolectomia direita).
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