UNITAU - Universidade de Taubaté (SP) — Prova 2022
Paciente masculino com 32 anos de idade foi submetido à apendicectomia videolaparoscópica e o exame anatomopatológico evidenciou a presença de adenocarcinoma bem diferenciado, com cerca de 2,0 cm de diâmetro, acometendo o óstio e base do apêndice cecal. A conduta seguinte nesse caso é:
Adenocarcinoma de apêndice > 2 cm ou com acometimento do óstio/base → Colectomia direita para ressecção oncológica.
O adenocarcinoma de apêndice cecal é uma neoplasia rara. Quando o tumor é maior que 2 cm, ou há comprometimento da base do apêndice/óstio cecal, ou evidência de invasão linfovascular/mesoapendicular, a apendicectomia isolada é insuficiente. Nesses casos, a colectomia direita é a conduta oncológica padrão para garantir margens livres e linfadenectomia adequada.
O adenocarcinoma de apêndice cecal é uma neoplasia rara, frequentemente descoberta incidentalmente após uma apendicectomia por apendicite aguda. Sua epidemiologia é pouco compreendida devido à sua raridade, mas é importante reconhecer sua natureza maligna e o potencial de disseminação. A importância clínica reside na necessidade de um manejo oncológico adequado, que difere da apendicite comum. A fisiopatologia envolve a transformação maligna das células epiteliais do apêndice. O diagnóstico definitivo é histopatológico. A suspeita deve surgir quando o exame anatomopatológico de uma apendicectomia revela adenocarcinoma. Fatores como tamanho do tumor (> 2 cm), grau de diferenciação (moderado a pouco diferenciado), invasão da base do apêndice ou do óstio cecal, e presença de invasão linfovascular ou perineural são cruciais para determinar a extensão do tratamento. O tratamento inicial é a apendicectomia. No entanto, se os critérios de alto risco mencionados forem preenchidos, a conduta subsequente é a colectomia direita videolaparoscópica ou aberta. Este procedimento permite uma ressecção mais ampla, com margens de segurança adequadas e linfadenectomia regional, que são essenciais para o estadiamento preciso e o controle oncológico da doença. O seguimento pós-operatório dependerá do estadiamento final e pode incluir marcadores tumorais e exames de imagem.
A colectomia direita é indicada quando o adenocarcinoma de apêndice possui características de alto risco, como tamanho maior que 2 cm, comprometimento da base do apêndice ou do óstio cecal, margens cirúrgicas positivas na apendicectomia inicial, invasão linfovascular ou neural, ou linfonodos positivos.
A apendicectomia isolada pode não ser suficiente porque o adenocarcinoma de apêndice, especialmente se grande ou com invasão da base, pode ter disseminação linfática para os linfonodos do mesocólon direito. A colectomia direita permite uma ressecção oncológica mais completa, incluindo a linfadenectomia regional, essencial para o estadiamento e controle da doença.
O exame anatomopatológico é fundamental para confirmar o diagnóstico, determinar o tipo histológico, grau de diferenciação, tamanho do tumor, profundidade de invasão, status das margens cirúrgicas e presença de invasão linfovascular. Essas informações são cruciais para decidir a extensão da ressecção cirúrgica e o planejamento do seguimento.
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